China e EUA iniciam nova rodada de tarifas em meio a guerra comercial

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Combustível entra na relação de itens taxados pela primeira vez desde o início da disputa comercial

A China e os Estados Unidos começaram a impor tarifas extras sobre produtos um do outro hoje (1), na última escalada da guerra comercial entre os dois países, apesar de sinais de que negociações podem ser retomadas em algum momento neste mês.

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O presidente norte-americano Donald Trump, em mensagem no Twitter, escreveu que a briga está relacionada à busca por reduzir a dependência da China e voltou a pedir que empresas dos EUA encontrem fornecedores alternativos fora da China.

A nova rodada de tarifas entrou em vigor a partir de 04:01 GMT (1 hora da manhã de domingo, no horário de Brasília), com a taxa de 5% aplicada por Pequim sobre o petróleo dos EUA marcando a primeira vez que o combustível é impactado desde que as duas maiores economias globais iniciaram sua guerra comercial há mais de um ano.

A administração Trump começou neste domingo a cobrar taxas de 15% sobre mais de 125 bilhões de dólares em importações da China, incluindo alto-falantes inteligentes, fones de ouvido Bluetooth e diversos tipos de calçados.

Em retaliação, a China começou a impor tarifas adicionais sobre alguns produtos dos EUA de uma lista-alvo de 75 bilhões de dólares. O governo chinês não especificou o valor dos produtos que enfrentarão tarifas maiores a partir deste domingo.

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As tarifas adicionais de 5% e 10% foram colocadas sobre 1.717 itens de um total de 5.078 produtos originados dos Estados Unidos. Pequim começará a cobrar tarifas extras sobre os demais a partir de 15 de dezembro.

Neste domingo, Trump citou comentários do economista norte-americano Peter Morici, que defende que as tarifas não impactarão tanto consumidores norte-americanos devido à desvalorização da moeda chinesa. Ele também pediu que empresas dos EUA encontrem fornecedores fora da China.

“Nós não queremos ser servis aos chineses!”, disse ele. “Isso é sobre a liberdade americana. Redirecionem a cadeia de suprimentos. Não há motivo para comprar tudo da China!”.

A mídia estatal chinesa, por sua vez, publicou uma nota em tom desafiador.

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“Os Estados Unidos deveriam aprender a se comportar como uma força global responsável e parar de agir como em uma ‘briga de escola’, escreveu a agência oficial Xinhua.

“Como a única superpotência do mundo, eles precisam assumir sua devida responsabilidade e se juntar a outros países para tornar este mundo um lugar melhor e mais próspero. Somente então os Estados Unidos poderão se tornar grandes novamente.”

Já o Diário Popular do Partido Comunista afirmou que as tarifas não conseguirão impedir o desenvolvimento da China.

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