Justiça francesa rejeita acusação contra Air France em voo Rio-Paris

Sergio Moraes/Reuters
Memorial para vítimas de queda de avião da Air France, no Rio de Janeiro

Juízes franceses rejeitaram as acusações contra a Air France e a Airbus decorrentes da queda de um avião no Atlântico durante voo Rio-Paris em 2009 que matou todas as 228 pessoas a bordo, culpando os pilotos por perderem o controle da aeronave.

LEIA MAIS: Conheça HondaJet, o avião comercial leve mais vendido do mundo

Em suas conclusões, vistas pela Reuters, os juízes disseram que os pilotos do Airbus A330 não conseguiram processar todos os alertas e as leituras de instrumentos fornecidas pelo avião.

O avião caiu no oceano depois de entrar em estol e despencar de uma altitude de 38.000 pés durante uma tempestade. Suas turbinas funcionavam, mas as asas perderam sustentação.

“A causa direta do acidente foi a perda de controle da tripulação sobre a trajetória da aeronave”, determinaram os juízes.

Outras tripulações que enfrentaram situações similares conseguiram manter o controle de suas aeronaves, de acordo com os juízes.

Os magistrados recusaram as alegações dos procuradores que investigam o caso, que haviam recomendado que a Air France fosse a julgamento em julho.

Em seu relatório de 2012, investigadores franceses de acidentes disseram que, pega de surpresa, a tripulação do voo AF447 não soube lidar com a perda das leituras de velocidade do ar dos sensores de pitot bloqueados pelo gelo e colocaram o avião em estol mantendo o nariz alto demais.

VEJA TAMBÉM: As 10 rotas aéreas mais lucrativas do mundo

O relatório também citou o treinamento deficiente e a falta de um visor de cabine claro para problemas de velocidade.

A investigação civil de três anos não foi concebida para apontar culpados, o que foi o objetivo do inquérito judicial separado que culminou na decisão de hoje (5).

Um advogado que representa as famílias das vítimas disse que um recurso contra o veredicto dos juízes será apresentado imediatamente.

“Os juízes só escreveram em preto e branco que o congelamento dos sensores de pitot não teve nada a ver com o acidente. Não faz sentido”, disse Sebastien Busy à Reuters. “Se os sensores de pitot não tivessem congelado, não teria havido um acidente”.

A tragédia foi a mais letal da história da Air France e do A330.

Uma década depois, a indústria da aviação ainda está implantando lições aprendidas na queda. As mudanças se concentraram no treinamento, nos procedimentos de cabine e no monitoramento de aeronaves em zonas remotas.

Equipes de resgate levaram quase dois anos para localizar as caixas-pretas do A330 no fundo do oceano.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).