Petróleo chega a saltar quase 20% após ataque à Arábia

Planet Labs Inc/Divulgação via Reuters
Os preços caíram das máximas depois que o presidente norte-americano Donald Trump autorizou o uso de estoques

Os preços do petróleo chegaram a disparar quase 20% em certo ponto hoje (16), com o Brent apresentando o maior ganho intradiário desde a Guerra do Golfo em 1991, após um ataque sobre instalações sauditas no fim de semana ter cortado pela metade a produção do reino. Os preços caíram das máximas depois que o presidente norte-americano Donald Trump autorizou o uso de estoques de emergência de seu país para assegurar a estabilidade do suprimento.

O petróleo Brent subia US$ 5,24, ou 8,7%, a US$ 65,46 por barril subia US$ 5,24, ou 8,7%, a US$ 65,46 por barril, às 7:56 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava US$ 4,5, ou 8,2%, a US$ 59,35 por barril avançava US$ 4,5, ou 8,2%, a US$ 59,35 por barril.

LEIA MAIS: Petróleo e gás natural batem recordes em maio

O Brent chegou a tocar US$ 71,95 mais cedo, alta de 19,5%, maior alta intradiária desde 14 de janeiro de 1991. O petróleo nos EUA chegou a subir 15,5%, para US$ 63,34, maior alta intradiária desde 22 de junho de 1998.

A Arábia Saudita é o maior exportador global de petróleo, e o ataque sobre instalações da petroleira estatal Saudi Aramco para processamento de petróleo em Abqair e Khurais reduziu a produção em 5,7 milhões de barris por dia. A companhia não deu uma previsão imediata sobre a retomada da produção total.

Duas fontes com conhecimento das operações da Aramco disseram que um retorno à produção normal “pode levar meses”.

“Retirar mais de 5% da oferta global de uma única tacada — um volume que é maior que o crescimento da oferta acumulado em países de fora da Opep entre 2014 e 2018– é altamente preocupante”, escreveram analistas do UBS em nota.

Trump disse que ele aprovou a liberação das Reservas Estratégicas de Petróleo dos Estados Unidos se necessário, em volume ainda a ser determinado.

Grandes importadores de petróleo saudita, como Índia, China e Indonésia, devem ser os mais vulneráveis à interrupção na oferta.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).