Ibovespa fecha em alta puxada por Petrobras com cessão onerosa

Amanda Perobelli/Reuters
O volume financeiro da sessão somou R$ 15,2 bilhões

O Ibovespa fechou em alta hoje (15), puxada pelas ações da Petrobras, diante do avanço do projeto da cessão onerosa no Senado, e endossada por Wall Street após começo da temporada de resultados corporativos, embora permaneçam dúvidas sobre acordo comercial entre Estados Unidos e China.

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Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,18%, a 104.489,56 pontos. O volume financeiro da sessão somou R$ 15,2 bilhões.

A sessão também foi marcada por ajustes para os vencimentos das opções sobre o Ibovespa e do índice futuro, na quarta-feira (16).

Para o gestor Werner Roger, sócio-fundador da Trígono Capital, a trajetória do mercado em Nova York ajudou a bolsa brasileira, mas também repercutiu positivamente o andamento do projeto da cessão onerosa no Senado.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou mais cedo o projeto de lei que fixa os critérios de divisão de parte dos recursos do leilão da cessão onerosa, mantendo as regras que haviam sido estipuladas pela Câmara dos Deputados.

A proposta deve ser apreciada pelo plenário do Senado ainda nesta terça-feira e um desfecho nessa questão corrobora apostas de andamento da reforma da Previdência, que vinha sendo contaminada pela discussão da cessão onerosa.

A aprovação da cessão onerosa também dá andamento à agenda do mega leilão de reservas excedentes ao contrato assinado entre União e Petrobras em 2010, previsto para 6 de novembro, que pode render mais de R$ 100 bilhões ao governo, enquanto a empresa ficará com US$ 9 bilhões.

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“Até que o texto seja aprovado, há sempre o risco de atraso ou modificação”, acrescentou Roger.

Os índices de Wall Street fecharam no azul, com o começo da temporada de resultados, em particular os balanços de JPMorgan e Johnson & Johnson, ofuscando o ambiente ainda de desconfiança em relação à negociações comerciais entre EUA e China.

“Investidores analisarão de perto os relatórios (trimestrais), dado cenário de desaceleração do crescimento global, queda das taxas de juros e uma série de riscos como Brexit e guerra comercial”, afirmou a XP Investimentos.

Em nota, o BTG Pactual afirmou que ainda há muitas dúvidas sobre o acordo entre EUA e China e, ao que tudo indica, os níveis de volatilidade devem continuar elevados.

Pesquisa do BofA Merrill Lynch Data Analytics mostrou piora na confiança de gestores em relação à bolsa brasileira, com 47% dos entrevistados avaliando que o Ibovespa fechará 2019 acima de 110 mil pontos. Na leitura anterior, 54% dos entrevistados previam que o nível seria superado.

No Brasil, a safra de balanços corporativos das empresas listadas no Ibovespa começa na próxima semana.

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