Trump diz que acordo comercial EUA-China será assinado em 15 de janeiro

ReutersConnect/Kevin Lamarque
Apesar de alguns detalhes a serem trabalhados, Donald Trump declarou que a fase 1 do acordo entre os países será assinada no dia 15 de janeiro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje (31) que a fase 1 de um acordo comercial norte-americano com a China seria assinada em 15 de janeiro na Casa Branca, embora ainda haja considerável confusão sobre os detalhes do acordo.

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O presidente escreveu no Twitter que assinaria o acordo com “representantes de alto nível da China” e que mais tarde viajaria a Pequim para iniciar negociações na próxima fase.

Na semana passada, Trump disse que ele e o presidente chinês, Xi Jinping, teriam uma cerimônia para assinar a fase 1 do acordo.

A fase 1 do acordo, firmado no início deste mês, deve reduzir as tarifas e impulsionar as compras chinesas de produtos agrícolas, energia e manufaturados norte-americanos, enquanto aborda algumas disputas sobre propriedade intelectual.

No entanto, nenhuma versão do texto foi tornada pública e as autoridades chinesas ainda não se comprometeram publicamente com as principais questões, como aumentar as importações de produtos dos EUA para US$ 200 bilhões, quase dobrando as exportações dos EUA para a China.

A China comprou US$ 130 bilhões em mercadorias dos EUA em 2017, antes do início da guerra comercial, e US$ 56 bilhões em serviços, mostram dados dos EUA.

Os Estados Unidos deflagraram uma guerra comercial contra Pequim há um ano e meio por alegações de práticas comerciais desleais, como roubo de propriedade intelectual dos EUA e subsídios que beneficiam injustamente empresas estatais chinesas.

O representante comercial dos Estados Unidos disse que a fase 1 inclui proteções legais chinesas mais fortes para patentes, marcas comerciais, direitos autorais, incluindo procedimentos criminais e civis aprimorados para combater infrações online, produtos pirateados e falsificados.

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Questões como subsídios industriais seriam tratadas em um acordo posterior, disseram as autoridades dos EUA.

As tarifas crescentes, que começaram em julho de 2018, abalaram os mercados e reduziram o crescimento econômico em todo o mundo.

Embora não esteja imediatamente claro quem representaria a delegação chinesa na assinatura, o “South China Morning Post” informou na segunda-feira (30) que o vice-primeiro-ministro Liu He visitaria Washington para assinar o acordo.

Questionado nesta terça-feira quando o acordo poderia ser assinado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China encaminhou perguntas ao Departamento de Comércio da China.

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