Casos de coronavírus se espalham pelo mundo e EUA alertam para pandemia inevitável

ReutersStephanie-McGehee
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O coronavírus já infectou cerca de 80 mil pessoas e matou mais de 2.700, a grande maioria na China

A Ásia relatou centenas de novos casos de coronavírus hoje (26), incluindo o primeiro soldado norte-americano a ser infectado, e os Estados Unidos alertaram para uma pandemia inevitável, enquanto surtos na Itália e no Irã se propagaram para mais países.

As bolsas de valores despencaram em todo o mundo pelo quinto dia, o cotação do ouro voltou a subir, aproximando-se de altas de sete anos, e os rendimentos dos títulos dos EUA se aproximaram de baixas recordes depois que governos e autoridades de saúde alertaram para uma pandemia de coronavírus.

Os mercados de ações globais perderam US$ 3,3 trilhões nos quatro últimos pregões, como medido pelo índice mundial MSCI, que computa ações de 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.

Acredita-se que a doença surgiu em um mercado da cidade chinesa de Wuhan que vende animais silvestres no final do ano passado. Ela já infectou cerca de 80 mil pessoas e matou mais de 2.700, a grande maioria na China.

Uma autoridade graduada da Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu maiores preparativos para o surto, o que aumentou uma sensação crescente de que uma proliferação rápida do vírus em mais lugares é inevitável.

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No Brasil, uma contraprova realizada pelo governo confirmou o primeiro caso do novo coronavírus no país e na América Latina, disse uma fonte nesta quarta-feira, depois de o hospital Albert Einstein ter informado a possível infecção, em São Paulo, de um homem de 61 anos que esteve na Itália.

Nos EUA, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) também exortou os norte-americanos a se prepararem, dizendo que, embora o risco imediato seja baixo no país, a situação global indica que uma pandemia é provável.

“Não é uma questão de se. É uma questão de quando e quantas pessoas serão infectadas”, disse a principal vice-diretora do CDC, Anne Schuchat, ontem (25). Os EUA relataram 57 casos do vírus.

A OMS diz que o surto teve um pico na China perto de 2 de fevereiro depois que as autoridades isolaram a província de Hubei, que inclui Wuhan, e impuseram outras medidas de contenção.

A Comissão Nacional de Saúde da China relatou outras 406 infecções novas nesta quarta-feira, menos do que as 508 do dia anterior, um número que elevou o total de casos confirmados na China continental a 78.064. O saldo de mortes aumentou em 52 e chegou a 2.715.

Os militares dos EUA disseram que um soldado de 23 anos baseado em Camp Carroll, que se localiza a cerca de 20 quilômetros de Daegu, se contaminou e cumpre uma quarentena voluntária em casa.

De acordo com uma contagem da Reuters, ocorreram quase 50 mortes fora da China, sendo 11 na Itália e 19 no Irã –esta última a maior cifra fora do território chinês.

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