Companhias aéreas buscam ajuda emergencial com coronavírus quase paralisando setor

Simon Dawson/Reuters
Simon Dawson/Reuters

As ações já prejudicadas da IAG, dona da British Airways, desabavam conforme as empresas cortavam a maioria de seus voos

Companhias aéreas estão fazendo cortes sem precedentes em voos, custos e funcionários hoje (16), além de intensificarem os pedidos de ajuda governamental de emergência, já que as paralisações por coronavírus e novas restrições de viagens atingem as principais rotas.

As ações já prejudicadas da IAG, dona da British Airways, da easyJet e da Air France-KLM desabavam novamente conforme as empresas cortavam a maioria de seus voos das próximas semanas, juntando-se a outras aéreas que estão fazendo paralisações diante da pandemia.

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“Agora está claro que o coronavírus é de longe a maior crise da história da aviação”, disse o presidente-executivo da Finnair, Topi Manner, enquanto a companhia anunciava uma redução de capacidade de 90% e seu segundo alerta de lucro em três semanas.

Em uma incomum declaração conjunta, as três principais alianças de companhias aéreas do mundo – oneworld, SkyTeam e Star Alliance – pediram ajuda de governos para aliviar os “desafios sem precedentes” enfrentados pelo setor.

A IAG, que também é dona da espanhola Iberia e da Vueling, disse que reduzirá a capacidade de abril a maio em pelo menos 75% e adiaria a aposentadoria do presidente-executivo Willie Walsh – mantendo o sucessor Luis Gallego no comando da Iberia enquanto o grupo enfrenta a crise.

Além de cancelar voos, o grupo anunciou medidas para congelar gastos discricionários, reduzir o horário de trabalho e suspender temporariamente os contratos de trabalho.

A easyJet, rival de baixo custo, disse que provavelmente paralisará a maior parte de sua frota ao se juntar à Virgin Atlantic pedindo apoio do governo.

As ações da IAG caíam mais de 28% nesta manhã, a easyJet recuava 20% e a Air France-KLM quase 18%.

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“As companhias aéreas estão queimando dinheiro e não têm como impedi-las”, pois as viagens param e o tráfego cai por de seis a oito semanas, disse o analista de Bernstein Daniel Roeska.

Com muitas companhias agora dependentes da ajuda do governo para sobreviver, acrescentou Roeska, “o foco principal deve ser o apoio emergencial à liquidez e a possibilidade de demissões de curto prazo ou reduções de horas de trabalho para economizar dinheiro”.

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