OMS: aumento nos casos de coronavírus na América do Sul é preocupante

GettyImages/ Andressa Anholete
Epidemiologista da OMS revelou a tendência de aumento de casos de coronavírus nos países da América do Sul, mas afirmou que a estatística depende das ações de cada um dos governos

Líder da resposta da OMS à pandemia, a epidemiologista Maria Van Kerkhove afirmou que existe uma tendência de aumento nos casos de coronavírus na América do Sul, o que é “preocupante”. A declaração foi dada após o comando da entidade ser questionado sobre o quadro na região, por uma jornalista argentina que falou por telefone durante a entrevista coletiva em Genebra (Suíça).

Kerkhove não tratou sobre casos específicos, mas ressaltou que a trajetória da pandemia em cada país “depende de como cada um deles reage” ao problema. Ela afirmou também que ainda há uma janela de oportunidade para que vários países atuem para conter o ritmo das novas transmissões.

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Também presente na coletiva em Genebra, o diretor executivo do Programa de Emergências à Saúde da OMS, Michael Ryan, discutiu como poderão ser retomados eventos que reúnem muitas pessoas, como os esportivos. Ryan disse que será impossível determinar exatamente quantas pessoas reunidas seria seguro. Ele notou que aproximar as pessoas eleva os riscos, “mas obviamente elas querem voltar à vida normal”.

Diante disso, Ryan recomendou um trabalho conjunto entre as autoridades e as pessoas, para reduzir os riscos “ao mínimo que seja gerenciável”, além de insistir na necessidade de que se organizem bem esses eventos quando eles forem acontecer, a fim de se diminuir os riscos.

Estratégias

Maria Van Kerkhove afirmou que a OMS apoia que os países mudem suas estratégias com relação ao coronavírus, conforme evolui o cenário para a doença em cada um deles. Michael Ryan enfatizou a necessidade de haver comunicação e diálogo entre as sociedades, a fim de que as decisões relativas ao problema sejam tomadas e seguidas.

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Ryan ainda lembrou que a OMS não tem o poder de impor suas recomendações, nem de intervir nas decisões soberanas de cada país. Ressaltou, porém, que o órgão continua a ter seu papel de recomendar políticas na área de saúde, a fim de buscar minimizar os problemas existentes. (Com Agência Estado)

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