O criador da Uber, Travis Kalanick, foi afastado do comando da companhia de transporte individual de passageiro privado em junho deste ano. A demissão de sua própria empresa foi consequência do desgaste da relação entre Kalanick e os investidores, tanto por questões administrativas – a falta de resultados positivos nas operações depois de sete anos de existência – quanto por causa dos escândalos de sexismo e violência sexual amplamente noticiados. Os investidores tampouco aprovavam o comportamento de Kalanick e dos altos diretores da empresa, responsável, muitas vezes, pela desvalorização das ações.
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No último domingo (27), o Conselho de Administração escolheu um novo presidente para a companhia, Dara Khosrowshahi, que tem um histórico de gerar crescimento e, ao mesmo tempo, lucro em sua empresa anterior, a Expedia.
Por aqui, o BNDESPar, braço de investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) e um dos principais acionistas da JBS, manifestou desconforto com a presença de Wesley Batista à frente da presidência da empresa depois do envolvimento dele e de seu irmão, Joesley, em operações de suborno de políticos e do acordo de delação premiada fechado em maio. Apesar de o Conselho ter manifestado apoio ao executivo nesta segunda-feira (28), o banco estatal acusa a conduta do empresário de ter sido responsável pela queda de quase 30% no valor das ações só em 2017. O destino de Wesley será decidido em um assembleia em 1º de setembro.
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