Presidente da Foxconn diz que nova fábrica nos EUA terá investimento de mais de US$ 7 bi

Maior fabricante terceirizada de produtos eletrônicos do mundo deve priorizar a Pensilvânia.

Reuters
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Foxconn está considerando montar uma nova fábrica nos Estados Unidos em um investimento que ultrapassaria os US$ 7 bilhões (Getty Images)

Foxconn está considerando montar uma nova fábrica nos Estados Unidos em um investimento que ultrapassaria os US$ 7 bilhões (Getty Images)

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A Foxconn, maior fabricante terceirizada de produtos eletrônicos do mundo, está considerando montar uma nova fábrica nos Estados Unidos em um investimento que ultrapassaria os US$ 7 bilhões, afirmou o presidente da empresa, Terry Gou, ontem (22).

O anúncio acontece depois do presidente dos EUA, Donald Trump, prometer que “a América vem primeiro” em discurso de posse na última sexta-feira (20), levando Gou a alertar sobre a ascensão do protecionismo como uma tendência política daqui para frente.

A proposta da Foxconn de construir uma nova fábrica, que seria planejada com a unidade Sharp Corp, depende de muitos fatores, como condições de investimento que teriam que ser negociadas nos níveis estadual e federal dos EUA, disse Gou a repórteres durante um evento de sua empresa.


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Gou disse que a Foxconn, formalmente conhecida como Hon Hai Precision Industry, estava considerando o investimento há anos, mas a questão ressurgiu quando o empresário parceiro da Foxconn, Masayoshi Son, chefe do grupo japonês SoftBank Group, conversou com Gou antes de uma reunião que ele teria em dezembro com Trump.

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Como resultado do encontro, Son prometeu US$ 50 bilhões em investimentos nos Estados Unidos e inadvertidamente divulgou informações mostrando o logotipo da Foxconn e um investimento adicional não especificado de 7 bilhões de dólares.

Na época, a Foxconn emitiu um breve comunicado dizendo que estava apenas em negociações preliminares para expandir suas operações nos EUA, sem oferecer mais detalhes.

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“Son é um bom amigo”, disse Gou, acrescentando que Son havia pedido sua opinião sobre investir nos Estados Unidos.

Gou disse que havia contado a Son que os Estados Unidos não têm indústria de painéis LCD, mas é o segundo maior mercado de televisores. Um investimento para criar uma fábrica seria de mais de US$ 7 bilhões e poderia criar de 30 a 50 mil empregos, disse Gou a seu parceiro.

“Eu pensei que era uma conversa particular, mas na manhã seguinte isso estava exposto”, disse Gou. “Existe tal plano, mas não é uma promessa. É um desejo.”

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A Foxconn tem atualmente operações na Pensilvânia, que é um Estado que a empresa priorizaria, dependendo de outras condições como infraestrutura, água, energia e outros investimentos, disse.

Gou acrescentou que a Foxconn também permaneceria ativa na China, diminuindo os rumores de que Pequim estaria pressionando a Foxconn sobre seus investimentos.

Em Taiwan, os fabricantes da área de tecnologia estão apreensivos com possíveis mudanças na política comercial norte-americana, já que Trump ameaçou aumentar as tarifas de importação de alguns países, principalmente a China.

A Foxconn é um dos maiores empregadores da China, onde opera fábricas que produzem a maior parte dos iPhones da Apple.

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