Petrobras tem melhores resultados desde 2011

Com preços mais altos e menos gastos, empresa mostra sinais de recuperação.

Redação
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Reprodução/FORBES

O destaque principal dos ganhos foi a redução na dívida bruta da empresa e, por sua vez, em sua despesa financeira, o que reforçou ainda mais o resultado final

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A Petrobras apresentou uma forte melhora nos resultados financeiros do trimestre de junho, impulsionada por maiores preços, o que marcou seu melhor desempenho desde 2011. Os ganhos da empresa aumentaram significativamente graças ao sólido crescimento da receita e à desvalorização do real no trimestre.

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O destaque principal dos ganhos foi a redução na dívida bruta da empresa e, por sua vez, em sua despesa financeira, o que reforçou ainda mais o resultado final. Dado o sucesso de suas iniciativas de redução de dívida, a Petrobras diz esperar alcançar a meta de dívida líquida em relação ao Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de 2,5 vezes até o final do ano. A estimativa de preço por ação é de US$ 15, superior ao preço de mercado atual.

Há outros destaques dos resultados do 2º trimestre da empresa. Os lucros da Petrobras subiram acentuadamente para US$ 11,6 bilhões, valor muito acima dos US$ 4,9 bilhões no mesmo trimestre do ano passado. Essa forte melhora foi sustentada pelos preços mais altos, parcialmente compensada pela menor produção devido a desinvestimentos nos campos da Lapa e Roncador;

As operações “downstream” (processos que ocorrem depois da fase de produção até o momento da venda) também tiveram um declínio nos volumes em comparação com o primeiro semestre de 2017, o que prejudicou o crescimento da receita. No entanto, os lucros aumentaram mais de 50%, para US$ 5,3 bilhões no trimestre.

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A receita total da empresa no trimestre aumentou para US$ 84,4 bilhões, quase 26% maior do que o valor alcançado no mesmo trimestre do ano passado. A maior receita, ao lado da desvalorização do real, fez com que o lucro líquido da Petrobras subisse notavelmente para US$ 10,1 bilhões, contra US$ 314 milhões no mesmo período do ano anterior. Isso marcou o melhor trimestre da empresa desde 2011.

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A Petrobras conseguiu reduzir sua dívida bruta para US$ 92 bilhões, e a dívida líquida, para US$ 74 bilhões no final do primeiro semestre deste ano. O menor endividamento causou uma redução nas despesas financeiras da empresa, o que aumentou seu crescimento.

Na frente operacional, o trimestre marcou o início do primeiro sistema de produção na área de Transferência de Direitos, no campo de Búzios, com a plataforma FPSO P74 e um novo sistema de produção na Bacia de Campos, no campo de Tartaruga Verde. Além disso, a empresa expandiu seu portfólio exploratório adquirindo novas áreas nas rodadas de licitações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), particularmente nas Bacias de Campos e Santos. A expectativa é que esses desenvolvimentos aumentem seu valor a longo prazo.

A Petrobras diz esperar fazer investimentos de US$ 15 bilhões em 2018, mantendo o investimento total em US$ 74,5 bilhões para o período 2018-2022. A companhia também afirma esperar receber um caixa de US$ 7 bilhões por meio de suas parcerias e desinvestimentos durante este ano.

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