Dólar tem queda ante real após disparada na véspera

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Às 10:24, a moeda norte-americana recuava 0,49%, a R$ 4,1644 na venda

Depois de registrar a maior alta em mais de dois meses na sessão anterior, o dólar operava em queda contra o real hoje (16), com os investidores reagindo ao desempenho melhor do que o esperado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central, sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB).

Às 10:24, a moeda norte-americana recuava 0,49%, a R$ 4,1644 na venda, pressionado pelos dados divulgados pelo BC nesta quinta-feira.

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O IBC-Br, observado de perto pelos mercados, registrou alta de 0,18% em novembro na comparação com o mês anterior, de acordo com dados dessazonalizados, em resultado acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,10% na comparação mensal.

“A divulgação deste dado tem relevância elevada ao mercado, que segue digerindo decepcionantes dados de produção industrial e vendas ao varejo de novembro, realidade que tem alimentado apostas baixistas em Selic e levado a curva de juros futuros – e o real – ‘para baixo'”, disse em nota a Commcor, fazendo referência à disparada recente da moeda norte-americana.

Ontem (15), o dólar interbancário fechou em alta de 1,30%, a R$ 4,185 na venda, maior alta em dois meses, com a perspectiva de juros menores reduzindo a expectativa de ingressos no Brasil.

Segundo Italo Abucater, gerente de câmbio da Tullett Prebon, o movimento desta sessão é “a calmaria depois desses ralis mais acentuados nos dias anteriores”.

Abucater completa que, recentemente, “o ‘range’ da moeda mudou. Agora, um dólar abaixo de R$ 4,10 é um exagero, pois os indicadores não mostram uma forte recuperação da economia”.

“O dólar deve ficar nessa faixa atual, sem perspectiva de entrada de fluxos por enquanto.”

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No exterior, o dólar tinha desempenho misto contra divisas arriscadas, estável contra o rand sul-africano e o peso mexicano e perdendo ante a lira turca e o dólar australiano.

O índice do dólar tinha queda de 0,11%, com os operadores, no geral, dando de ombros para a assinatura da Fase 1 do acordo comercial entre Estados Unidos e China, cujos termos já eram amplamente precificados.

O contrato mais negociado de dólar futuro recuava 0,26% nesta quinta-feira, a R$ 4,168.

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