Marketplace de babás mostra como alcançar US$ 1 milhão sem ser startup de tecnologia

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Em 2013, a The Babysitter Company, de Rachel Charlupski, quebrou a marca de US$ 1 milhão em receita e hoje continua a gerar vendas de sete dígitos

Rachel Charlupski adora cuidar de crianças desde que era adolescente, quando morava no estado norte-americano do Michigan. Hoje, ela dirige a The Babysitting Company, uma empresa de US$ 1 milhão que fornece babás a hotéis, equipes esportivas e famílias em férias.

Atingir sete dígitos não é fácil no mundo dos negócios individuais, e isso é especialmente verdadeiro para o setor de serviços, que geralmente se depara com uma realidade em que é fácil esgotar as horas a serem vendidas. Havia 36.984 empresas não-empregadoras –aquelas sem folha de pagamento– na faixa entre US$ 1 milhão e US$ 2,49 milhões nos Estados Unidos em 2017, o ano mais recente para o qual existem dados disponíveis, que revela um aumento de 38% desde 2011.

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Charlupski superou as probabilidades oferecendo um serviço sofisticado, pelo qual ela pode cobrar de US$ 25 a US$ 35 por hora para clientes particulares com um a dois filhos e US$ 50 por hora no caso de serem requisitadas babás em eventos privados. As mais de 2.500 profissionais de sua rede são contratadas com uma avaliação muito cuidadosa, de acordo com a personalidade dos clientes da empresa.

Para manter tudo funcionando sem problemas, Charlupski permanece conectada à sua equipe a partir de um celular. Antiga funcionária da Blackberry, ela aposentou seu aparelho recentemente, quando a Verizon parou de fornecer serviço. “Estou passando por um afastamento”, diz ela.

Mas a empresária também dedica tempo para conhecer sua equipe pessoalmente. Ela frequentemente viaja de Miami, onde passa grande parte do tempo, para outros 17 centros em que fornece babás, incluindo Chicago, Nova York, Los Angeles, Seattle, Washington, D.C., Londres e Toronto.

Conversei com Rachel pela primeira vez em 2015, dois anos depois que ela quebrou a marca de US$ 1 milhão em receita no negócio que ela fundou em 2007. Hoje, a The Babysitting Company continua a gerar vendas de sete dígitos. Após um breve período em que seu irmão trabalhou para a empresa, Rachel voltou às suas raízes como empreendedora solo.

Dado seu longo histórico em negócios, fiquei curioso sobre o que ela pensava que a ajudara a construir um empreendimento sustentável de sete dígitos.

Veja, na galeria de imagens a seguir, algumas de suas estratégias:

  • 1. Não vá com a maioria

    Quando Rachel era estudante da Universidade do Estado do Arizona, muitas de suas amigas trabalhavam em restaurantes e boates para ganhar dinheiro extra. Teria sido fácil fazer o que todos estavam fazendo, mas ela sabia que essa linha de trabalho não era adequada para sua personalidade. “Eu não seria boa nisso”, diz.

    Ela, então, começou a espalhar a notícia a hotéis locais em Scottsdale e Phoenix de que estava disponível para cuidar de crianças de famílias em férias. “Meus amigos diziam: ‘Estou acordado às três da manhã trabalhando em um bar e você em uma piscina no Four Seasons, trabalhando com as crianças mais fofas’”, conta.

    Com o tempo, os turistas que retornaram e apreciaram seu entusiasmo pela atuação se transformaram em clientes recorrentes. “Toda vez que voltavam a Scottsdale ou Phoenix, ligavam”, diz ela.

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  • 2. Saiba aproveitar oportunidades

    Rachel encontrou sua primeira grande oportunidade de expandir os negócios quando um cliente com quem ela trabalhou no Arizona estava indo para um casamento em Los Angeles. “Você conhece alguma babá em Los Angeles?” o cliente perguntou.

    “Eu nunca tinha estado na cidade antes”, relata. “Eu disse: claro que sim.” E então ela voou para Los Angeles para ficar com uma amiga e trabalhar de babá para a família.

    Durante a estadia, ela divulgou nas redes sociais que estava no local e que procurava contratar babás. Assim, conseguiu recrutar uma rede de profissionais por lá.

    Ela adotou a mesma abordagem quando um cliente de Los Angeles mencionou planos de ir a Nova York para assistir a um show da Broadway e que precisava de uma babá. “Voei para lá e fiquei com meu primo”, lembra ela. “Trabalhei com a família e no dia seguinte contratei babás”.

    Em 2009, com o crescimento dos negócios, Rachel se estabeleceu em Miami, obteve uma licença comercial e fez seguros. A executiva acredita que seu empreendimento é agora a agência de assistência infantil privada com o seguro mais alto do condado. “Temos de ser, por causa das equipes com as quais trabalhamos”, diz ela.

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  • 3. Nunca perca a oportunidade de obter aconselhamento especializado

    No começo de seus negócios, Rachel teve a chance de se encontrar com o bilionário empresário Mark Cuban. Sem querer desperdiçar a oportunidade, ela se aproximou e se apresentou. “O pior que alguém pode dizer é ‘estou ocupado'”, diz.

    Quando contou a Cuban sobre seus negócios, ele sugeriu que ela adicionasse testes de drogas para as babás pa fim de diferenciar sua marca. Naquela época, ela já estava fazendo verificações de antecedentes, mas, com base no feedback dele, viu que a sugestão daria aos clientes ainda mais confiança sobre suas assistentes e logo a adicionou ao seu processo de triagem. Felizmente, ela conseguiu encontrar um fornecedor que agora lida com as checagens dos precedentes e os testes de drogas e presta os dois serviços para sua empresa há cinco anos.

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  • 4. Faça do talento sua prioridade

    Rachel poderia facilmente delegar o trabalho de encontrar babás para uma empresa externa, mas ela prefere contratar cada uma delas sozinha, a partir de entrevistas em grupo na triagem inicial. A empresária procura pessoas que não são apenas ótimas com crianças e absolutamente confiáveis com base em suas referências, mas também apaixonadas por outro interesse, como esporte ou ensino, o que pode ajudá-as a se conectar com as famílias que a empresa atende. “Quero que tenham algo para conversar”, diz ela.

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  • 5. Encontre maneiras de ser acessível

    Os hóspedes que ficam em hotéis durante as férias costumam fazer planos espontâneos. Ao manter um banco de dados gigante com horários e disponibilidade de todas as babás em sua rede em cada cidade e como alcançá-las em pouco tempo, ela é capaz de atender solicitações de última hora. As profissionais enviam sua disponibilidade semanalmente.

    “O Four Seasons em Miami ligou ontem às 17h”, disse Rachel quando conversamos recentemente. “Eles precisavam de uma babá às 18h. Ninguém pode atender solicitações como essa –mas nós podemos, com nossa rede.”

    Para garantir que as cuidadoras estejam dispostas a abandonar o que estão fazendo se um pedido como esse for recebido, a executiva as paga adequadamente. “Depende da cidade em que eles estão trabalhando, mas para um trabalho de última hora, podemos dar a elas um bônus de US$ 100”, diz. “Às vezes, elas dizem: ‘Eu estava apenas fazendo o jantar. Deixe-me desligar o fogão’.”

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  • 6. Comunique-se claramente com os clientes

    Quando são contratadas babás de curto prazo, geralmente é esperado que ela conheça os filhos quase tão bem quanto a profissional comum, mesmo que isso não seja realista. Rachel lembra os clientes que a babá não é alguém que já trabalhou com a família antes e sugere que os pais anotem suas expectativas e a programação com antecedência, para que a cuidadora esteja bem preparada. “Toda família é diferente”, diz ela.

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  • 7. Cobre o suficiente para manter a qualidade alta

    Rachel cobrava US$ 15 por hora quando começou, mas ao adicionar extras como testes de drogas e níveis mais altos de segurança, teve de aumentar seus preços gradualmente. “Perdemos alguns clientes”, diz. No entanto, ela manteve sua decisão, percebendo que tinha de cobrar o suficiente para cobrir seus custos a fim de construir um negócio sustentável. “Não podemos realizar um evento sem seguro”, diz ela.

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  • 8. Mantenha-se fiel à sua paixão

    Rachel adora o que faz e à medida que continua se expandindo para outras cidades, mantém o foco em aperfeiçoar o que sua companhia oferece. “Eu nunca disse que queria ser a maior ou levantar mais dinheiro do que qualquer outra empresa do ramo. Eu só queria ser a melhor. Eu quero ser a The Babysitting Company”, relata.

    Embora seja possível que outras pessoas tentem oferecer serviços semelhantes, Rachel não perde seu tempo se preocupando com essa possibilidade. “Eu estou bem com outras pessoas tentando ser como nós”, acrescenta. “Isso significa que estamos fazendo algo certo”, conclui.

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1. Não vá com a maioria

Quando Rachel era estudante da Universidade do Estado do Arizona, muitas de suas amigas trabalhavam em restaurantes e boates para ganhar dinheiro extra. Teria sido fácil fazer o que todos estavam fazendo, mas ela sabia que essa linha de trabalho não era adequada para sua personalidade. “Eu não seria boa nisso”, diz.

Ela, então, começou a espalhar a notícia a hotéis locais em Scottsdale e Phoenix de que estava disponível para cuidar de crianças de famílias em férias. “Meus amigos diziam: ‘Estou acordado às três da manhã trabalhando em um bar e você em uma piscina no Four Seasons, trabalhando com as crianças mais fofas’”, conta.

Com o tempo, os turistas que retornaram e apreciaram seu entusiasmo pela atuação se transformaram em clientes recorrentes. “Toda vez que voltavam a Scottsdale ou Phoenix, ligavam”, diz ela.

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