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Negócios

Quais são as empresas que estão contratando na crise

Setores de varejo e saúde precisam suprir a alta repentina da demanda

3 min
Westend61/GettyImages
Westend61/GettyImagesSetores como varejo vivenciaram aumento de demanda e, consequentemente, expansão do quadro de funcionários

Levantamento realizado pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) aponta alimentação fora de casa, varejo tradicional construção civil, moda e outros dez setores como altamente afetados pela pandemia de Covid-19. Juntos, esses segmentos são responsáveis por 21,5 milhões de postos de trabalho no Brasil.

Para o presidente da entidade, Carlos Melles, o momento é de comprar dos pequenos negócios, visto que estes têm maior probabilidade de não resistir ao período e empregam 46, 6 milhões de pessoas – ou 54% das vagas formais do país.

VEJA TAMBÉM: Renato Fonseca mostra como o Sebrae está fomentando o empreendedorismo

Enquanto alguns enfrentam um momento de tensão, outros setores estão vivenciando aumento de demanda e, consequentemente, expansão do quadro de funcionários, como varejo – graças ao e-commerce -, saúde e áreas de desenvolvimento e tecnologia da informação. Dados fornecidos pela Randstad, empresa global de recrutamento e seleção, apontam 50% de crescimento da força de trabalho em negócios de venda de alimentos e cuidados básicos e de 20% na busca de mão de obra para a área da saúde. Segundo a companhia, são 3 mil vagas abertas além do esperado para o período.

As fabricantes de álcool em gel, por exemplo, vivem um período de crescimento exponencial e até de possibilidade de exportação do produto. A CNA (Companhia Nacional de Álcool) recebeu, no início de março, quatro vezes mais pedidos em relação ao pico de H1N1, em 2009. A empresa vendeu dez vezes mais em fevereiro contra o mesmo período do ano passado e recebeu pedidos de fora do país. Para atender à demanda interna e externa, a produção na fábrica de Piracicaba, no interior de São Paulo, passou a ser ininterrupta e 100 novos funcionários foram contratados.

Lucas Nogueira, diretor na Robert Half, empresa global de recrutamento e seleção, diz que “o e-commerce ainda não atingiu o pico esperado de demanda e as empresas estão começando a se preparar, buscando profissionais para as áreas de logística/roteirização, desenvolvimento web e atendimento ao cliente”. Outro ponto ressaltado é o novo modelo de contratação. “Muitas empresas estão em busca de profissionais para atuar em projetos, ou seja, desempenhar funções sob modelo de vínculo empregatício temporário.”

O executivo frisa a necessidade estratégica de manter os processos de contratação em curso. “Estamos orientando nossos clientes a não cancelarem o recrutamento, no máximo postergá-los. Quando este período de isolamento e crise passar, é provável que haja uma demanda absurda por profissionais qualificados. Manter a busca por funcionários é sair na frente e não cair na inflação salarial que pode ocorrer no pós-quarentena”.

E AINDA: Plataformas de inovação entram na luta contra o coronavírus

Veja, na galeria de imagens a seguir, nove empresas que, juntas, oferecem mais de 13.600 vagas de empregos durante a crise causada pela Covid-19:

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