Para cofundadoras do Grupo Orna, mentalidade empreendedora e flexibilidade são pontos essenciais para sucesso de startups

GettyImages/ Luis Alvarez
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Redefinir planos e uma mente empreendedora são essenciais para conseguir sucesso no mundo dos negócios

Francine Mendes, economista e colunista da Forbes, conversou com Débora e Julia Alcantara que, junto à terceira irmã, Bárbara Alcantara, cofundaram o Grupo Orna. Elas são as donas do blog tudoorna.com, que nasceu em 2010 como uma forma de dividirem experiências e mostrar um pouco de Curitiba (PR), cidade onde moravam.

Débora Alcantara definiu a empresa, em seu começo, como uma agência de comunicação. Ela revelou que a ideia de empreender começou por Bárbara, que passou pela experiência de uma incubadora quando estava na faculdade de comunicação e desejava continuar nesse mundo. As três irmãs uniram forças e conhecimento para fazer do blog um case de sucesso e convencer clientes de que eles precisavam estar no mundo online.

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“O blog começou a crescer e chamar a atenção das marcas, ao ponto de criar uma comunidade de pessoas engajadas. As marcas começaram a nos procurar para fazer publicidade”, afirma Julia Alcantara, que entrou para a empresa com apenas 19 anos de idade. O sucesso do blog foi tão grande que as irmãs tiveram que deixar de lado o atendimento a clientes externos com a agência.

Para Débora e Julia há algumas características para se tornar um empreendedor de sucesso. Júlia falou sobre a coragem de encarar desafios e o compromisso com o projeto empreendedor. Débora lembrou da importância da energia depositada na empresa para que as coisas aconteçam, e também do senso de prioridade: “É preciso se perguntar quais são as prioridades para o negócios rodar. Muitas pessoas ficam no campo das ideias por não terem essa percepção”, explicou.

Além disso, as empreendedoras mencionaram da importância de ter uma mentalidade diferenciada. Julia destacou: “Não podemos deixar nosso cérebro criar armadilhas, como o conceito de perfeito. Se você espera algo estar perfeito para tirar do papel, aquilo nunca sairá do campo das ideias”.

O ato de cometer erros foi um assunto explorado por Débora. Segundo ela, é preciso saber como trabalhar e encarar as falhas. “A forma como encaramos o feedback precisa ser mudada para que exista evolução e para que pessoas talentosas percam o medo que fica nos assombrando de algo não ser perfeito”, analisou.

As irmãs Alcantara analisaram também o momento de mercado que o mundo atravessa, especialmente com o isolamento social transformando a maneira das pessoas consumirem produtos. Para Julia, é preciso que as empresas repensem se o seu negócio faz sentido para o mundo de hoje e para o consumidor que “está se transformando nesse momento”, disse.

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Débora levantou a busca do ser humano pelo considerado “normal” e como isso pode afetar as empresas: “os planos precisam ser mais flexíveis e é preciso observar a empresa constantemente. É necessário um movimento ágil, ter uma estrutura que não crie burocracias e flexibilizar algum tipo de nova ação”, explicou ao mostrar que a busca pelo padrão antigo só atrasa a inovação”.

Veja no link abaixo a entrevista completa e acesse os canais da Forbes no Instagram e no YouTube para mais conteúdo em vídeo.

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