Um grupo de pesquisadores da Universidade de Bergin, na Noruega, criou um teste para determinar quantas pessoas estão viciadas em trabalho. Eles desenvolveram a Escala Bergen de Vício de Trabalho e examinaram 12.135 noruegueses empregados em 25 indústrias diferentes. A escala reflete os sete pilares do vício: preocupação excessiva, alteração do humor, pouca tolerância com adversidades, síndrome de abstinência, estresse, atitudes relapsas e problemas de saúde.
O teste indica, por exemplo, se a ansiedade de um funcionário é provocada pelo entusiasmo com o trabalho ou se é um vício. Segundo o estudo, dos mais de 12.000 empregados testados, 7,8% foram classificados como workaholics.
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Os cientistas descobriram também uma forte relação entre o vício em trabalho e o DDA (déficit de atenção). Algumas pessoas com tendência a ter esse tipo de transtorno podem usar o trabalho como um jeito positivo e construtivo de focar sua energia em excesso.
Richard Branson, por exemplo, é um empresário bem-sucedido que percebeu que sua habilidade de ser um líder enérgico e inspirador vem de sua luta contra o DDA. Ele encontrou um caminho produtivo para liberar sua energia criativa.
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O resultado, no entanto, pode ser um desastre se o funcionário com DDA deixa sua natureza impulsiva levá-lo a assumir muitas responsabilidades, sem analisar se é possível dar conta de todas. Outro problema está em compensar o transtorno dando ainda mais de si no trabalho. Para essas pessoas, o objetivo de bater mais metas se torna possível antes ou após o expediente normal, quando o escritório está mais quieto.
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