Como a Haas pode projetar carro de F1 competitivo por US$ 30 mi

Bom desempenho nas pistas não é o único motivo pelo qual os rivais notam a equipe.

Christian Sylt
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Haas chama atenção nas pistas e também fora delas devido aos bons resultados

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Haas, uma das equipes mais competitivas da Fórmula 1, revelou que o custo anual de design de seus carros chega a cerca de US$ 30 milhões, o que representa aproximadamente um quinto do valor gasto por seus concorrentes.

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Em 2016, o magnata norte-americano Gene Haas conquistou o mundo da F1 quando sua equipe terminou em sexto lugar e se tornou o primeiro cliente, em 14 anos, a marcar pontos em sua corrida de estreia. Ele permaneceu em ascensão desde então, e em julho último, o piloto francês Romain Grosjean conquistou o melhor resultado da equipe ao terminar em quarto lugar no Grande Prêmio da Áustria.

Mas seu desempenho nas pistas não é o único motivo pelo qual seus rivais o notaram. Haas foi a primeira equipe a se beneficiar de uma nova regra que permite a compra de mais peças do que antes. Isso faz com que os custos se mantenham sob controle e Haas utilize o motor Ferrari com um chassi criado pela fábrica Dallara, de origem italiana, que também projeta carros para a série Júnior F2.

Contar com a Dallara reduz os custos de pesquisa da Haas, que somadas às despesas pessoais e de motor, contabiliza um dos maiores gastos para qualquer equipe de F1. O vantagem financeira obtida através da parceria pode ser notado nas últimas demonstrações financeiras da Haas Formula, empresa britânica que oferece serviços de suporte à equipe de F1 em Kannapolis, Carolina do Norte.

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O relatório financeiro cobre gastos até o final do ano, em 31 de dezembro, e mostra que “a empresa possui dois grandes fornecedores para uma parcela significativa de suas peças automotivas, além do suporte técnico necessário para o desenvolvimento do carro de corrida”.

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Entende-se que isso se refere ao aluguel de motores da Ferrari e aos serviços de design fornecidos pela Dallara. Os acordos incluem ainda “pagamentos sob arrendamentos” e “compromissos para adquirir novos serviços”. No final de 2017, havia 65,8 milhões de euros (US$ 77,2 com as taxas atuais) reservados para esse fim, o que nos anos anteriores chegou a US$ 25 milhões.

O relatório financeiro acrescenta que a empresa tem US$ 88,7 milhões a pagar devido a “compromissos para adquirir serviços pelos próximos 3 anos”. Isso coloca o pagamento para a Dallara no total de US$ 29,6 milhões anuais. Algumas das menores equipes podem gastar menos que isso no design do chassi, mas nenhuma se saiu melhor que a Haas. Claramente, os acordos com a Dallara e a Ferrari mantiveram seus custos sob controle, por mais que o investimento tenha aumentado.

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