19 piores erros em uma viagem de negócios

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Mesmo as pessoas mais experientes podem cometer erros em uma viagem de negócios.

Como uma jornalista especializada em turismo, já fiz parte de inúmeras viagens de negócios, tanto boas quanto ruins. Uma das piores foi uma ida a Chicago para um dia de reuniões. Escolhi o voo das 20h, de uma companhia aérea que eu não costumo usar, para chegar com calma ao escritório no dia seguinte. Grande erro.

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Devido ao clima, o voo só decolou depois da meia-noite, além de ter sido redirecionado para Rockford. Mas a minha mala ficou retida, uma vez que os carregadores de bagagens do aeroporto da cidade não estavam lá. Eu normalmente não despacho minha bagagem de mão, mas a companhia aérea a retirou de mim como medida de precaução porque eu estava na zona final para o embarque – ainda que fosse nítido que dentro do avião tinha espaço para ela.

Chamei um táxi para me levar até Chicago e, depois de uma corrida de US$ 200, cheguei ao hotel às 4h, o que significa que sobrou bem pouco tempo para dormir, já que eu precisava sair para comprar uma roupa nova antes das reuniões.

Mesmo as pessoas mais experientes podem cometer erros em uma viagem de negócios. Pegue um voo cedo para não se atrasar, viaje com a sua companhia favorita e sempre tenha uma roupa de reserva à mão.

Entrevistei 19 pessoas que têm como rotina trabalhar nos mais variados lugares do mundo para que elas revelassem suas piores experiências em uma viagem de negócios. Veja, a seguir, o resultado de seus relatos:

  • Não dormir o suficiente

    A pior coisa que você pode fazer em uma viagem de negócios – especialmente quando é para outro país – é participar de uma reunião com cadeiras confortáveis, daquelas que o nosso corpo afunda, sem ter dormido o suficiente no vôo da noite anterior.
    Nancy Novogrod, fundadora da empresa de design The Essentialist

  • Não estar preparado

    Eu aprendi que na minha vida ocupada, com a agenda cheia de viagens, sempre esqueço alguma coisa: sapatos, produtos de higiene pessoal, meu batom favorito, carregador de celular, o celular e mesmo o computador. Não tudo isso ao mesmo tempo, claro. Por isso, eu sempre me hospedo em um hotel que tenha sua própria loja de conveniência, e que esteja localizado em um bairro que ofereça algumas opções de estabelecimentos de artigos diversos, eletrônicos, roupas e calçados. Eu não quero ter que gastar tempo procurando algo que poderia estar perto de mim.
    Anne Chaisson, diretora executiva do Festival Internacional de Cinema de Hamptons.

  • Desconhecer os requisitos do visto

    Eu estava indo para a Índia e não verifiquei os requisitos de visto. Minha rota foi através do Quênia e dos Estados Unidos, e eu só descobri que faltava a documentação adequada durante o check-in, à meia-noite, em Nairóbi. Resultado: não consegui entrar no país. Depois disso, minha preparação para as viagens passou a incluir a checagem em uma série de órgãos oficiais, incluindo os centros de controle de doenças e até o uso de um aplicativo global de calendário de feriados religiosos. Este último, aliás, pode ser crucial. Enquanto esperava pelo visto de emergência, descobri que era época de celebrações religiosas convergentes – Páscoa e Mawlid – e as agências responsáveis pela emissão das autorizações estavam fechadas nos países pelos quais passei.
    Shane Mitchell, autora de “Far Afield: Rare Food Encounters From Around the World”, sem tradução para o português

  • Reservar hotéis de última hora

    A Consumer Electronics Show (CES) é um grande evento anual de tecnologia, e eu participei dos últimos dois. No ano passado, não íamos expor, mas decidi, na última hora, ir à feira. O único hotel disponível e com preço acessível era também o mais distante do local da conferência. Eu decidi reservar mesmo assim – e me arrependi depois. Acabei gastando muito tempo no trânsito, além de precisar acordar uma hora mais cedo para chegar ao pavilhão em um horário adequado para participar das atividades.
    Alex Zatarain, co-fundador da empresa norte-americana Eight Sleep, especializada em colchões inteligentes

  • Esperar para procurar endereços

    Se você for alugar um carro no destino, procure os endereços com antecedência para acessá-los com facilidade e até poder usar o Waze de forma mais simples. Uma vez eu cometi um erro de digitação e dirigi por 30 minutos na direção errada. Então, agora me certifico de anotar tudo e, quando estou com pressa, pelo menos sei que estou indo no sentido certo.
    Laura Davidson, presidente a agência de relações públicas Laura Davidson

  • Priorizar o lazer antes do trabalho

    Ao planejar uma viagem de “negócios” cujo roteiro inclua algum tempo livre, pense sempre primeiro no trabalho. Se você começar com a parte do lazer, será 10 vezes mais difícil começar a trabalhar. Uma vez fui de férias para Cozumel e Tulum antes de uma conferência em Cancún. Eu estava tão relaxada, que a conferência me deixou tensa.
    Tammy Peters, fundadora da Media Mixology, agência de comunicação, marketing e relações públicas

  • Não reservar um hotel quando você tem um vôo noturno

    Como já viajei a trabalho por muitos países, acabei descobrindo que reservar o hotel com antecedência de um dia quando se tem um vôo noturno é crucial. Uma vez cheguei de manhã ao meu hotel para descansar e tomar banho, e o horário de check-in era às 15h. Desde então, eu sempre reservo o hotel para a noite anterior.
    Daria Rebenok, CEO e cofundadora da Grabr, portal que conecta compradores e viajantes para a comercialização de produtos importados

  • Não saber o mínimo do idioma local

    Ao redor dos 20 anos, eu era diretora regional de vendas da Swissotel para a Costa Leste e precisei ir diversas vezes à Suíça para ver os hotéis. Em uma delas, eu estava atrasada para pegar o trem em Berna e com muitas malas, pois ainda não tinha experiência com viagens. Perguntei a alguém de uniforme se sabia qual era a pista do trem para Zurique. A pessoa respondeu: “Nein”. Eu, então, corri para a plataforma nove e terminei em um trem para Genebra. Agora eu sei: “nein” significa “não” em alemão.
    Adele Gutman, vice-presidente de vendas, marketing e receita da rede de hotéis Library Hotel Collection

  • Carregar o passaporte para todo lado

    Perdi meu passaporte em Hong Kong enquanto saía para jantar. Tive que ficar lá mais três dias até que a embaixada emitisse um novo. Aprendi a lição: sempre deixo o passaporte, assim como outros objetos de valor, no cofre do hotel.
    Debi Bishop, diretora administrativa do Hilton Hawaiian Village, resort havaiano localizado na praia de Waikiki, em Honolulu

  • Não prestar atenção aos costumes locais

    Como mulher, norte-americana e loira, quando descobri que iria pela primeira vez ao Oriente Médio decidi ler o documento – de 70 páginas – que acompanhava minha confirmação de viagem. Nele constavam algumas advertências: desde cobrir minha cabeça, pescoço e ombros até algumas questões relacionadas à segurança da água. Mas, o mais interessante, era o seguinte conselho: não faça acordos verbais. Mais do que isso: insista em acordos assinados. Até hoje, todas essas informações são úteis para mim.
    Michaela Guzy, fundadora do “Oh the People You Meet”, blog de gastronomia e viagens

  • Não verificar a passagem

    No ano passado, participei do Pirate Summit, em Colônia, na Alemanha, e, em seguida, de inúmeros eventos de tecnologia em Berlim. Depois de uma longa semana de trabalho, estava programado um encontro com amigos em Porto, Portugal. De Berlim, reservei um voo para Colônia, pois o meu próximo vôo era às 6h30, de Frankfurt para o Porto. Então, agendei um BlaBlaCar de Colônia para Frankfurt. O motorista concordou em me deixar, assim como a outro passageiro, no próprio aeroporto. Chegamos então ao imenso aeroporto internacional de Frankfurt, mas só lá descobri que meu voo saía do aeroporto de Frankfurt-Hahn, que fica do outro lado da cidade. Tive sorte de não perder o voo.E aprendi a verificar tudo antes e a me planejar com antecedência.
    Mevish Aslam, fundadora do Terminal 3 e Sprinters, comunidades de mulheres empreendedoras

  • Planejar na última hora

    A pior coisa que já fiz foi aceitar uma viagem de negócios internacional de última hora. Para ser mais específica, faltavam apenas três horas para o embarque. Com pouco ou nenhum tempo para fazer as malas, saí do país esperando por um e-mail com minhas reservas de hotel e transporte e, quando já estava no avião, descobri que elas não tinham sido feitas por causa de problema no cartão. Desde então, eu só saio do país ou do estado depois de ter certeza de que tudo está devidamente programado.
    Jae Scott, palestrante motivacional e consultora de imagem

  • Levar apenas uma mala grande

    Eu sempre tenho uma bolsa versátil e pequena pronta para ser usada. Eu a coloco na minha mala. Se saio para jantar ou para um bar, principalmente em lugares cheios e apertados, escolho essa versão menor, mais fácil de carregar. Ter uma bolsinha para levar apenas o essencial no lazer noturno é uma obrigação.
    Gretchen Thomas, diretora de vinhos e destilados do Barteca Restaurant Group

  • Deixar o café da manhã para a última hora

    Atualmente, eu costumo pedir o café para o serviço de quarto, assim como um lanche para o meio da manhã. Não precisa ser um café da manhã completo, mas não há nada pior do que ter que descer as escadas para isso. Uma vez, eu cometi o erro descer sem maquiagem e de pijama e me deparar com outras 25 pessoas do meu trabalho já arrumadas.
    Stacy Shoemaker Rauen, editora-chefe da “Hospitality Design Magazine”

  • Ter dias corridos

    Quando viajo, gosto de fazer o maior número de reuniões possível. Nas cidades maiores – Nova York, Los Angeles, Boston e Las Vegas -, muitas vezes começo o dia saindo do hotel antes das 8h e só volto depois do jantar. É difícil se sentir limpa durante todo o dia quando você já está em uma jornada que dura mais de 12 horas. Muitos spas oferecem passes diários relativamente baratos para utilizar suas experiências térmicas (banhos minerais, saunas, vapor, chuveiros etc.). Durante o inverno, é um ótimo lugar para se aquecer e revitalizar, e, no verão, é uma ótima maneira de se sentir mais limpo e refrescado.
    Alyssa Bushey, vice-presidente de marketing da RockOrange, empresa focada em estratégias com influenciadores digitais

  • Deixar para imprimir coisas na última hora

    Em meu primeiro emprego fora da faculdade, fui assistente da Creative Artists Agency (CAA). Durante o Super Bowl XLIV 2010, meu chefe estava supervisionando a festa anual da agência, então eu fui a Miami para ajudar. Meu grande erro na noite da festa? A lista de convidados que deveria ficar na porta mudava o tempo todo, então eu não a imprimi até uma hora antes do evento começar. Eu implorava aos funcionários do hotel que me deixassem usar suas impressoras, que eram bem lentas. A festa foi um enorme sucesso, cheia de celebridades, mas o estresse da lista ainda me assombra. Atualmente, eu crio documentos do Google, que posso acessar em qualquer lugar com wi-fi do meu smartphone.
    Gabrielle Blitz Rosen, diretora digital da empresa de viagens Beautiful Destinations

  • Ignorar o seu plano de internet móvel

    Um erro que cometi foi confiar em minha operadora de celular para esclarecer meus planos de dados de roaming internacional durante uma viagem à Espanha. Eu não sabia que havia um recurso para desabilitar a internet no modo roaming… Quando voltei, recebi uma conta que equivalia a três noites de hotel no país. Reclamei com o meu provedor de serviços, mas eles disseram que não tinham obrigação de fornecer as informações. Agora, eu leio todas as letras miúdas dos planos de dados antes de viajar.
    Piya Bose, fundadora do “Girls on the Go Club”, blog de mulheres viajantes.

  • Usar sapatos desconfortáveis

    Quando eu era advogada, fui a Perth para fazer uma revisão de documentos. Eu peguei um par de saltos que estavam guardados, coloquei-os já no táxi, a caminho do aeroporto, e percebi, cerca de 30 segundos depois, que havia cometido um erro terrível. Eu não tenho ideia de como andar de salto alto, e isso ficou dolorosamente óbvio. Resumo da história: use sempre sapatos baixos. Você se sente muito mais empoderada quando está confortável e não tem que se preocupar com a dor nos pés.
    Anita Dhake, do blog “The Power of Thrift”

  • Não se divertir

    Eu não descansei sequer um dia em uma viagem de negócios para São Francisco, além de ter perdido uma possível visita ao lindo e recém-reaberto SFMOMA. Da próxima vez, eu vou me certificar de ter tempo para passear também.
    Sarah Spagnolo, editora da “Quadrangular + Swarm”, publicação focada em marketing digital

Não dormir o suficiente

A pior coisa que você pode fazer em uma viagem de negócios – especialmente quando é para outro país – é participar de uma reunião com cadeiras confortáveis, daquelas que o nosso corpo afunda, sem ter dormido o suficiente no vôo da noite anterior.
Nancy Novogrod, fundadora da empresa de design The Essentialist

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