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México Aprova Projeto de Lei Que Reduz Jornada de Trabalho para 40 Horas Semanais até 2030

Nova lei diminui carga semanal de forma gradual, mas oposição questiona aumento de horas extras

3 min

O México aprovou um projeto de lei para reduzir gradualmente a jornada de trabalho de 48 para 40 horas semanais. No entanto, a reforma, que deve começar a ser implementada a partir do próximo ano, aumenta as horas extras semanais e mantém apenas um dia de descanso para cada seis dias trabalhados.

Com mais de 2.226 horas de trabalho por pessoa ao ano, a segunda maior economia da América Latina apresenta o pior equilíbrio entre vida pessoal e profissional entre os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O país, onde cerca de 55% dos profissionais atuam no setor informal, também registra a menor produtividade do trabalho e os menores salários entre os 38 membros do grupo.

A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do projeto no fim da noite de terça-feira (24) com o apoio de todos os 469 parlamentares presentes, em um Congresso de 500 membros; nenhum votou contra. Em seguida, os deputados discutiram os detalhes da lei, aprovando-os com 411 votos favoráveis.

A oposição criticou fortemente a reforma durante 10 horas de debate. Já o partido governista celebrou a aprovação, que ocorre após anos de negociações com o setor empresarial.

“A produtividade não se mede pelo esgotamento. Ela é construída com dignidade”, afirmou o deputado governista Pedro Haces, que também atua como secretário-geral da Confederação Autônoma de Trabalhadores e Empregados do México.

Oposição diz que não há redução real da jornada de trabalho

A oposição argumenta que o projeto não representa uma redução real da jornada de trabalho, pois eleva as horas extras semanais de nove para 12 e não inclui a obrigatoriedade de dois dias de descanso a cada cinco trabalhados. “A ideia da reforma não é ruim, mas está incompleta e foi feita às pressas”, disse Alex Domínguez, deputado do partido de oposição PRI.

A proposta já havia sido aprovada em termos gerais no Senado no início deste mês, onde o partido governista Morena possui ampla maioria. “Após mais de 100 anos sem mudanças, o México começará a eliminar gradualmente a jornada de 48 horas semanais”, afirmou o Ministério do Trabalho na rede X nas primeiras horas de quarta-feira (25).

A presidente Claudia Sheinbaum apresentou a proposta em dezembro; o plano prevê reduzir a jornada em duas horas por ano até 2030, beneficiando cerca de 13,4 milhões de profissionais.

Se a lei for ratificada por mais da metade dos legislativos estaduais do México, como é esperado, a primeira redução de duas horas será implementada em janeiro de 2027.

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