Veja os melhores métodos para monetizar seu app em 2019

Divulgação
Conheça diferentes modelos de financiamento para lucrar

Resumo:

  • Há uma sé de maneiras de monetizar aplicativos;
  • Softwares podem ter modelos de download gratuito com anúncios, compras dentro do app e assinatura, por exemplo;
  • Netflix, Spotify e Amazon Web Services são alguns casos de sucesso de rentabilidade.

Este é, sem dúvida, o melhor momento para criar um aplicativo. Com uma ideia original e diversas ferramentas para projetar interfaces e criar protótipos e códigos, elaborar o próprio app é algo mais acessível.

LEIA MAIS: Pesquisa mostra perigos dos aplicativos falsos no Google Play

No primeiro semestre de 2019, a receita gerada por aplicativos superou US$ 39 bilhões, no mundo todo; isso representa um crescimento de 15% ao ano. Além disso, há outras opções para tornar seu app rentável, como compras no aplicativo, modelos freemium (grátis mas com funções pagas exclusivas), pagamento adiantado ou assinatura. Esse horizonte se desenvolve cada vez mais e traz novas oportunidades. Mas como escolher o melhor para você, para o desenvolvedor e para o seu público-alvo?

Veja, a seguir, as estratégias mais atuais em detalhes:

Donwload gratuito com anúncios

Em 2011, cerca de 70% dos aplicativos da App Store custavam US$ 0,99 ou US$ 1,99. Já em 2018, 90% de todos os aplicativos poderiam ser instalados gratuitamente. O que aconteceu?

É simples: quando a competição é acirrada, as barreiras à entrada são as primeiras a cair. Se você e eu rodarmos aplicativos concorrentes e muito semelhantes, quem se livrar do custo inicial mais cedo receberá mais downloads e, eventualmente, ganhará.

Depois que você consegue um público considerável, a maneira mais fácil de gerar receita é a exibição de anúncios. Porém, a escolha tem prós e contras.

Não há dúvidas de que os clientes gostam de aplicativos gratuitos, basta ver os mais baixados. Ao mesmo tempo, independentemente de quão boa seja sua interface e experiência do usuário, os banners e os vídeos no aplicativo afetarão negativamente o envolvimento de longo prazo.

Quanto aos desenvolvedores, “grátis” é um poderoso impulsionador de reconhecimento de marca. No entanto, os aplicativos que veiculam anúncios estão sujeitos a alterações descontroladas de receita e tendem a receber mais avaliações negativas.

Modelo freemium em camadas

Uma das estratégias de monetização mais populares hoje em dia, o freemium oferece melhor experiência ao usuário ao não interromper os clientes com anúncios, ao mesmo tempo em que permite testes gratuitos de versões limitadas do software, como o Spotify. Com isso, o dinheiro vem por meio de uma atualização para um nível “pro”, o que geralmente implica mais recursos. Alguns aplicativos colocam anúncios em versões básicas e os desativam por uma taxa.

Os clientes adoram aplicativos freemium porque têm possibilidade de experimentar antes de comprar. Mas, às vezes, os que precisam de mais tempo com o app podem se cansar dos convites de atualização e sair.

Como alternativa, os desenvolvedores costumam incluir tantos recursos desde o início, que os clientes nem precisam assinar. O equilíbrio entre os que usam gratuitamente e os assinantes é mais complicado do que parece. Você também precisa ter em mente que muitos usuários gratuitos aumentam custos do servidor.

Pagamento adiantado

O fato de que o modelo de precificação de software mais antigo ainda faz sucesso diz algo sobre sua viabilidade. É o que qualquer vendinha ou loja de bairro faz: pague antes, use depois.

O que atrai os clientes para o pagamento inicial é a simplicidade de avaliar o valor do produto em relação ao custo e tomar uma decisão. Por outro lado, se o valor do produto for muito difícil de estabelecer, os clientes se afastarão.

Para os desenvolvedores, obter todo o lucro logo no início do contrato fornece um aporte de dinheiro muito necessário. Mas, como o valor vitalício de um cliente que permanece com você por alguns anos pode facilmente ultrapassar milhares de dólares, é muito difícil capturá-lo desde o início.

Assinaturas

Transformar produtos em serviços (software-as-a-service ou SaaS) e cobrar mensal ou anualmente por eles virou algo comum. Os filmes na Netflix, os serviços de computação da Amazon Web Services e os jogos no Xbox Game Pass e Playstation Plus mudaram o consumo de coisas que antes eram vendidas com pagamento antecipado de assinaturas.

O fascínio das assinaturas para os clientes reside na sensação de controle: uma pequena barreira para testar todos os recursos e a capacidade de cancelar o compromisso a qualquer momento. Mas tal flexibilidade vem com o custo de eventualmente pagar demais (comparado ao modelo de pagamento único), sem ganhar mais nada em troca.

Quem ganha com as assinaturas são os próprios desenvolvedores. Elas fornecem receitas recorrentes e estáveis, o que facilita a previsão e o planejamento de um roteiro de produtos. Além disso, a iteração do produto não precisa ser atrasada e agrupada em um conjunto de recursos, como nos pagamentos iniciais. As assinaturas recorrentes incentivam aprimoramentos contínuos e são lançadas assim que estão prontas.

Qual o melhor modelo de monetização?

Como tudo na vida, a melhor solução depende da situação particular de cada um. Produtos de sucesso existem e prosperam em todos os níveis. O mais importante é associar o modelo de precificação ao seu plano desde o início -pensando em como extrair o máximo de benefícios e minimizar as ineficiências- e, em seguida, criar o aplicativo baseado nele.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).