Creditas prepara marketplace e lança oferta de reformas

O espanhol Sergio Furio fundou a fintech, que hoje tem um valor de mercado aproximado de US$ 700 milhões

A Creditas vai estrear um marketplace e já testa um produto de reformas. As plataformas são os próximos lançamentos de uma série de ofertas que a fintech pretende trazer para o mercado ainda neste ano.

O marketplace da plataforma de crédito com garantia terá grandes empresas ofertando produtos e serviços que incluirão eletrônicos, eletrodomésticos de linha branca, produtos de educação, como graduações e programas de MBA no exterior, bem como viagens. Possíveis parceiros neste último segmento incluem empresas como a CVC.

Ainda em desenvolvimento, a coleção de produtos e serviços também será lançada no México. O marketplace é uma das principais áreas de foco da equipe de tecnologia que a fintech montou em Valência, na Espanha.

O hub europeu da startup já tem dez desenvolvedores e atualmente busca profissionais sêniores. O objetivo é aumentar a força de trabalho no escritório espanhol para 100 pessoas até o final do ano que vem.

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Além do marketplace, a fintech paulistana lançou silenciosamente um produto de reformas, onde o projeto de arquitetura em 3D é ofertado como uma espécie de bônus a clientes que fecharem empréstimos acima de R$ 15 mil.

O produto da Creditas, que ainda não tem nome, conta com os parceiros Home Hero e Blink Reformei. Não há previsão de lançamento internacional.

Clientes dos dois principais produtos da empresa, linhas de crédito com garantia de veículo e imóvel, já estão usando o serviço de reformas na capital e na região metropolitana de São Paulo. A fintech agora planeja expandir a oferta para as regiões sudeste e sul do país.

Depois do refinanciamento de dívidas e obtenção de capital para começar o próprio negócio, reformas representam 13% dos pedidos de empréstimo pela plataforma e a terceira maior razão pela qual consumidores procuram a Creditas.

A fintech fundada pelo espanhol Sergio Furio tem um valor de mercado aproximado de US$ 700 milhões, alcançado após sua última rodada de financiamento, liderada pelo fundo SoftBank, no valor de US$ 231 milhões.

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MadeiraMadeira fecha com SoftBank e planeja investimento em IA

O comércio eletrônico MadeiraMadeira levantou sua quarta e maior rodada com o SoftBank, com participação dos fundos Flybridge Capital e Light Street Capital, no valor de R$ 450 milhões. Entre as prioridades da empresa para a nova injeção de capital estão a abertura de um centro de pesquisa em Boston, que entre outras coisas focará no desenvolvimento de recomendação de compras com inteligência artificial.

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GoodTicket é comprada pela Logo Aceleradora e muda nome

A Logo Aceleradora adquiriu a plataforma de gestão e concessão de benefícios e salários GoodTicket. Após a aquisição pela aceleradora brasiliense, a empresa passa a se chamar GoodCards.online e terá um aporte de R$14 milhões nos próximos dois anos. Em comunicado ao mercado, o Grupo Infosolo, dono da Logo, detalhou que a compra da startup de Florianópolis está alinhada com seu planejamento estratégico, e planos incluem permitir empréstimos para funcionários com conta na plataforma.

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Neon adquire MEI Fácil para aumentar carteira PJ

A fintech Neon comprou a startup MEI Fácil, que desenvolve serviços para microempreendedores individuais. A aquisição da empresa, que apoia usuários em tarefas como registro de CNPJ, emissão de notas fiscais e emissão de boletos, é parte de uma estratégia para aumentar a atratividade da fintech e atuar como veículo para formalizar empresas -a fintech calcula que mais de 23 milhões de brasileiros trabalham por conta própria e informalmente. O banco digital de Pedro Conrade lançou sua conta para pessoas jurídicas em novembro de 2018.

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Planeta lança memórias de Edward Snowden no Brasil

Com publicação simultânea em 20 países, a Editora Planeta lança hoje “Eterna vigilância”, livro de memórias do “whistleblower” Edward Snowden. Em 2013, o ex-analista da CIA, agência de inteligência norte-americana, hoje asilado na Rússia, revelou que o governo dos Estados Unidos estava sigilosamente desenvolvendo meios para coletar todos os telefonemas, mensagens de texto e e-mails enviados em qualquer país do mundo.

Angelica Mari é jornalista especializada em inovação há 18 anos, com uma década de experiência em redações no Reino Unido e Estados Unidos. Colabora em inglês e português para publicações incluindo a FORBES (Estados Unidos e Brasil), BBC, The Guardian e outros.

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