Faber-Castell quer faturar com oferta de inovação corporativa

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Fábio Carvalho, gerente de inovação da empresa, diz que a ideia é exportar o novo modelo de negócio

A Faber-Castell planeja uma rede nacional de centros de inovação e criatividade, em uma aposta no potencial de serviços relacionados à inovação para o público infantil, adulto e corporativo.

A fabricante alemã de lápis de cor, fundada em 1761, começou a investir no segmento de inovação com um espaço de 800 m², no Shopping Market Place, em São Paulo, inaugurado há um ano.

O local tem capacidade para receber escolas com total de até 160 crianças por dia, além de workshops para adultos e empresas. O rol de clientes corporativos já inclui Pfizer, Cargill e Carrefour.

Segundo Fábio Carvalho, gerente de inovação da empresa, a ideia é uma expansão em escala para os centros, que deve ser iniciada a partir de março de 2020, quando termina o ano fiscal da empresa: Carvalho palestrou no evento de negócios digitais Fire Festival, em Belo Horizonte, no último fim de semana.

“Levamos anos para construir o conceito, reservamos o ano de 2019 para pilotar a primeira unidade, fazer os devidos ajustes e correções de rota, e agora vamos expandir”, conta.

Segundo Carvalho, a estratégia de crescimento para os centros não será limitada a capitais como Belo Horizonte. Cidades como Campinas (SP), onde há um forte ecossistema escolar, também são fortes candidatas.

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A Faber-Castell diz ver serviços de inovação como uma área de “alto potencial.” O head de inovação afirma esperar que o novo portfólio seja a terceira maior fonte de renda da empresa no Brasil, depois de lápis de cor e outros instrumentos de escrita.

“Queremos chegar a um faturamento representativo. Não estamos fazendo esse esforço todo para pouca coisa”, ressalta Carvalho, que também diz que a operação brasileira representa mais de um terço do faturamento global da Faber-Castell e bate “recorde após recorde”.

“O plano [de produtos de inovação] não veio de uma necessidade econômica, mas sim de pensar sobre a quais outros territórios podemos chegar com a marca Faber-Castell.”

Segundo Carvalho, a tração da nova oferta impressionou a matriz, que considera importar o modelo de negócio para outros países.

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Os centros de criatividade e inovação oferecem processos de imersão criativa, nos quais os elementos de storytelling, design thinking e prototipagem são combinados em atividades. A oferta foi originalmente criada para crianças e depois foi adaptada para empresas.

“Desenhamos os centros pensando no mercado escolar, mas percebemos a força da abordagem e metodologia para o público corporativo. Não é a mesma linguagem, mas a essência é a mesma”, diz Carvalho.

“Estamos trabalhando um método, e a grande sacada é criar nesses profissionais esse mindset criativo, de enxergar uma oportunidade, uma necessidade ou um problema, com técnicas e conceitos para trabalhar essas ideias”, aponta.

A Heineken é outro exemplo de cliente corporativo que procurou a Faber-Castell para tratar do processo de team building da empresa no contexto da fusão com a Brasil Kirin. A LG, por sua vez, quis trabalhar o pensamento disruptivo com equipes.

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O público adulto “espontâneo” também é um alvo da oferta de inovação da Faber-Castell. A empresa forma grupos de até 40 pessoas e, na semana que vem, terá sua décima turma, com alunos pagando R$ 159 por aula, que tem duração de 4 horas, em criatividade e prototipagem.

A empresa considera chamar startups e expoentes do espaço de corporate innovation para incrementar a oferta. “Temos um espaço e agora queremos que ele seja um hub de criatividade e inovação”.

Outras ofertas de inovação, como um programa para escolas em funcionamento em 10 colégios, incluindo os paulistanos Dante Alighieri e Mackenzie, também fazem parte da estratégia, bem como o clube de assinatura infantil Fora da Caixola. Segundo Carvalho, os produtos se retroalimentam.

“Quando vendemos o programa para escolas, as instituições precisam conscientizar os pais que há um custo adicional, portanto, os pais precisam entender essa necessidade. O Fora da Caixola cumpre o papel de sensibilizar os pais de que isso é importante para os filhos e os ajuda a entender essa demanda por inovação e criatividade que vai chegar às escolas de uma forma avassaladora, com ou sem a Faber.”

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SoftBank aumenta participação no Banco Inter

O fundo japonês SoftBank dobrou a participação no banco digital Inter para 14,94% do capital e passou a ocupar um lugar no conselho de administração da empresa. O conglomerado multinacional com foco em tecnologia já investe em diversas empresas brasileiras, como a Quinto Andar, que anunciou nova rodada na semana passada e virou unicórnio.

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Dona da 99 vai capacitar estudantes em IA

A gigante chinesa de transporte DiDi Chuxing, dona da 99 no Brasil, lançou o DiDi Engine, um programa de capacitação de estudantes universitários em inteligência artificial. O programa é focado nos mercados internacionais da empresa e incluirá laboratórios conjuntos e programas de pesquisa com universidades, além de bolsas de estudo e programas de estágio na sede da empresa na China.

 

 

Angelica Mari é jornalista especializada em inovação há 18 anos, com uma década de experiência em redações no Reino Unido e Estados Unidos. Colabora em inglês e português para publicações incluindo a FORBES (Estados Unidos e Brasil), BBC, The Guardian e outros.

 

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