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Ibovespa Fecha em Queda e Dólar Sobe Ao Maior Patamar desde 30 de Março

Bolsa já acumula desvalorização de 15% com saída de estrangeiros; moeda americana salta 0,5%, cotada a R$ 5,18

4 min

O Ibovespa, Índice de referência do mercado acionário brasileiro, fechou com uma queda modesta nesta segunda-feira, pressionado principalmente pelas ações da Vale, em pregão sem viés claro e com volume reduzido. O índice recuou 0,21%, a 168.668,72 pontos, tendo marcado 168.129,61 na mínima e 169.645,78 na máxima do dia.

O volume financeiro somou R$ 20,9 bilhões, ante uma média diária de R$ 28,2 bilhões no mês e de R$ 34,7 bilhões no ano.

O mercado ficou “um pouco lateralizado” nesta segunda-feira (8), enquanto investidores aguardam novos catalisadores para determinar um movimento mais relevante, na visão do sócio-fundador da Ciano Investimentos Lucas Sigu. “Nós estamos esperando alguma informação”, afirmou, destacando que o Ibovespa já subiu e já caiu bastante em relação às máximas registradas em abril.

Desde que renovou as máximas históricas em abril, quando alimentou expectativas de alcançar a marca inédita de 200 mil pontos, o Ibovespa já perdeu 15%, em movimento puxado principalmente pelo fluxo negativo de estrangeiros na bolsa paulista.

No exterior, o barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em alta de 1,3%, a US$ 94,25, reduzindo o fôlego em relação ao começo da sessão, quando saltou mais de 5% na esteira da troca de ataques entre Irã e Israel. O alívio acompanhou declarações de Irã e Israel de que haviam interrompido os ataques um contra o outro, após um apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em alta de 0,3%.

Dólar fecha em maior alta desde 30 de março

O dólar encerrou em alta no Brasil, pela terceira sessão consecutiva, em um dia em que o noticiário sobre a guerra no Oriente Médio esteve novamente no centro das atenções.

A moeda norte-americana à vista fechou com alta de 0,50%, aos R$ 5,18, maior cotação desde 30 de março, quando atingiu R$5,25. No ano, o dólar passou a acumular baixa de 5,61%.

Às 17h02, o dólar futuro para julho, atualmente o mais líquido no mercado brasileiro, subia 0,20% na B3, aos R$ 5,21.

No Oriente Médio, enquanto Israel atingiu uma usina petroquímica no sudoeste iraniano e alvos em outras localidades, o Irã atacou com mísseis uma instalação na cidade israelense de Haifa.

Posteriormente, os dois países anunciaram uma suspensão dos ataques após um apelo do presidente dos EUA, Donald Trump, para que parassem imediatamente com os disparos. No entanto, Teerã afirmou que retomará os ataques caso Israel siga atingindo o Hezbollah, seu aliado, no Líbano.

Neste cenário, o dólar alternou altas e baixas ante o real em diferentes momentos da sessão. Após marcar a cotação mínima de R$ 5,13 às 9h37, a moeda à vista atingiu a máxima de R$ 5,19 (+0,79%) às 11h17.

Às 17h13, o índice do dólar ,que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,07%, a 100,010.

No boletim Focus divulgado mais cedo pelo Banco Central, a projeção mediana dos economistas do mercado para o dólar no fim deste ano no Brasil passou de R$ 5,16 para R$ 5,15. Já a taxa básica Selic projetada para 2026 passou de 13,25% para 13,50%, enquanto a expectativa para o fim de 2027 foi de 11,25% para 11,50%.

Atualmente a Selic está em 14,50% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e este diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o Brasil.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho.

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