Lutando contra a ansiedade? A ciência recomenda colorir

 RyanJLane/GettyImages
Estudo comprovou que colorir figuras gera mais benefícios do que outras atividades

Resumo:

  • Livros de colorir para adultos viraram moda com a promessa de aliviar a ansiedade;
  • Em comparação com a leitura, estudos mostram que colorir é mais efetivo no aumento da atenção e no controle da ansiedade;
  • Não há consenso quanto a formatos melhores para aliviar a tensão, mas a mandala é um desenho bastante usado;
  • Aparentemente, pintar fotos de tartarugas no fundo do mar é menos relaxante do que colorir outros desenhos.

A moda dos livros de colorir para adultos, que se popularizou nos últimos anos, parece ter como premissa a ideia de que colorir faz bem para a cabeça. Editoras vendem esse tipo de livro com a promessa de reduzir estresse ou melhorar a atenção, mas o ato de colorir pode mesmo ter esse efeito? Um grupo de pesquisadores da University of the West of England em Bristol, no Reino Unido, tentou responder à questão.

LEIA MAIS: FORBES lança Livro de Colorir dos Bilionários

Em um novo artigo científico, publicado no periódico Art Therapy, os especialistas relatam dois experimentos realizados para descobrir como colorir afeta a maneira de pensar das pessoas. Os experimentos foram realizados com, aproximadamente, 50 pessoas cada um.

Os voluntários, todos estudantes de graduação, tiveram que passar 20 minutos lendo ou colorindo uma mandala. Metade começou pela leitura, enquanto o restante começou pintando o desenho. Ao final do experimento, todos tinham feito as duas atividades.

Os participantes também responderam questionários para que os cientistas inferissem seu humor, nível de ansiedade, de atenção e de criatividade. Os questionários foram feitos em três pontos diferentes da experiência: antes de iniciá-la, entre as atividades e ao final do processo.

Os testes usados são populares nesse tipo de procedimento e aplicados por outros pesquisadores em experiências similares. Assim, os resultados podem ser comparados. Este é o melhor caminho para atribuir números e estatísticas a noções que parecem subjetivas, como o nível de ansiedade que alguém sente. Ao ouvir as pessoas antes e depois dos experimentos, os pesquisadores conseguiram confrontar as notas que cada participante deu a si mesmo, além de entender como essas notas variaram ao fim de cada atividade.

LEIA TAMBÉM: Como empregadores e funcionários podem gerenciar a ansiedade no trabalho

Utilizando a escala MAAS (Mindful Attention Awareness Scale), eles concluíram que colorir reduz mais a ansiedade e melhora a atenção do que a leitura.

O resultado valida o uso de livros de colorir em momentos de terapia e encoraja os que procuram justificar o hobby. Os pesquisadores sugerem, por exemplo, que centros de bem-estar universitários mantenham livros de colorir por perto para ajudar estudantes com problemas de ansiedade. Os livros de colorir também podem ser usados como atividade de entrada para quem está iniciando uma terapia de arte.

A figura que está sendo colorida importa? É dito que colorir os formatos de mandala em repetição acalma, mas o estudo em questão não dá nenhuma informação sobre a importância do formato da imagem para a atividade. O artigo até faz referência a outros estudos que tentaram entender quais tipos de figuras cada pessoa deveria colorir. Os resultados, contudo, não foram conclusivos e não encontraram uma única resposta absoluta.

E TAMBÉM: Os 7 óleos essenciais para a ansiedade

O que pesquisadores puderam observar é que colorir uma tartaruga marinha, apesar da água, não se mostrou mais relaxante.

Então, sinta-se à vontade para pegar um livro de colorir se estiver se sentindo ansioso. Você tem a ciência ao seu lado. Apenas evite figuras de tartarugas marinhas.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).