Ibovespa fecha com alta em pregão de recuperação

Índice encerra com forte alta, mas ainda não recupera perdas de véspera com os temores pela disseminação do coronavírus.

Forbes Daily, por Luciene Miranda
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Paulo Whitaker - REUTERS
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Após fortes perdas de ontem com coronavírus, Ibovespa fecha em alta

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A terça-feira foi de reação nos mercados globais e, no Brasil, não foi diferente. O Ibovespa hoje (28) subiu e recobrou parte do que perdeu de véspera. O índice fechou com alta de 1,74% aos 116.478 pontos.

Os destaques de alta do Ibovespa foram da Azul (AZUL4) com ganhos de 8,58% a R$ 62,41, Magazine Luiza (MGLU3) que subiu 5,93% a R$ 56,99, IRB Brasil (IRBR3) com avanço de 5,75% a R$ 44,31, Via Varejo (VVAR3) que teve valorização de 5,32% a R$ 14,64 e Sabesp (SBSP3) com mais 4,74% a R$ 64,50.

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Já as principais baixas do índice foram da Braskem (BRKM5) com menos 2,98% a R$ 34,17, BR Foods (BRFS3) com queda de 1,32% a R$ 31,36, Hypera (HYPE3) com desvalorização de 0,94% a R$ 33,81, CSN (CSNA3) com perdas de 0,80% a R$ 13,64 e MRV (MRVE3) que caiu 0,30% a R$ 20,11.

Os investidores estão atentos às notícias sobre a propagação do coronavírus pelo mundo, mas também estão na expectativa pelas decisões de política monetária nos Estados Unidos e também aqui no Brasil.

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Amanhã, às 16h, horário de Brasília, o Federal Reserve divulgará a decisão sobre juros básicos nos Estados Unidos. Os Fed Funds foram mantidos, em dezembro, na faixa de 1,5% a 1,75% ao ano na última reunião da autoridade monetária norte-americana.

Aqui no Brasil, o Copom, Comitê de Política Monetária do Banco Central, fará sua primeira reunião do ano na próxima semana. O mercado está dividido em suas apostas se haverá ou não um corte na Taxa Selic, que atualmente está em 4,5% ao ano.

De acordo com o superintendente do Instituto Mauá de Tecnologia, professor Francisco Olivieri, a decisão do Banco Central vai determinar para qual direção irá o capital estrangeiro que tem o Brasil como destino.

“Um corte de 0,25 ponto percentual nos juros básicos associado ao risco país a 100 pontos, taxa do Fed entre 0,25 e 2,25 ao ano e o CDS a 1% criam uma forte concorrência com os títulos do Tesouro dos EUA, pois a remuneração aqui fica baixa”, afirma Olivieri.

Apesar de uma perda de atratividade ao capital especulativo no Brasil, a queda dos juros aqui abre espaço para os investimentos nas empresas e a bolsa de valores pode ser muito favorecida, segundo Francisco Olivieri. “Será a entrada do capital produtivo e as ações que devem ser mais favorecidas são as de empresas de commodities e do setor imobiliário”.

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Luciene Miranda é jornalista especializada em Economia, Finanças e Negócios com coberturas independentes na B3, NYSE, Nasdaq e CBOT

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