Ibovespa cai com mau humor externo

WEIBO via REUTERS
Novos dados sobre o avanço do coronavírus na China assustam investidores no mundo

O Ibovespa tem queda desde a abertura dos negócios de hoje (13), em sintonia com o pessimismo nas bolsas estrangeiras.

Apesar de dois dias de aparente tranquilidade e alta nos preços dos ativos com dados sobre o avanço do coronavírus que indicavam desaceleração na taxa de mortalidade, a última atualização trouxe de volta o medo aos mercados.

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Os novos números oficiais sobre o coronavírus apontam um salto: 15.152 novos contágios e 254 mortes nas últimas 24 horas, todos na província de Hubei, no centro do país. Os números totais da China passaram a 59.804 infectados e 1.367 mortes.

Às 10h46, horário de Brasília, o Ibovespa caía 1,15% aos 115.336 pontos.

As principais baixas do índice eram da Hypera (HYPE3) com desvalorização de 2,69% a R$ 37,95, IRB (IRBR3) com queda de 2,67% a R$ 32,80, B2W (BTOW3) com menos 2,58% a R$ 69,10, Qualicorp (QUAL3) com recuo de 2,38% a R$ 42,23 e Ultrapar (UGPA3) que caía 2,23% a R$ 24.52.

No topo dos ganhos do Ibovespa, as ações da Suzano que divulgou os resultados de 2019. A indústria de papel e celulose registrou um lucro líquido de R$ 1,175 bilhão no quarto trimestre, com uma baixa de 61% na comparação com o mesmo período do ano anterior. No entanto, a companhia superou as expectativas do mercado, o que impulsiona as compras da ação SUZB3, que tem valorização de 1,88% a R$ 40,75.

Ainda entre os destaques de alta do índice, Marfrig (MRFG3) com avanço de 1.30% a R$ 10,92, Klabin (KLBN11) que subia 0,32% a R$ 21,79 e Carrefour (CRFB3) com ganhos de 0,23% a R$ 22,19.

O Banco do Brasil divulgou lucro líquido ajustado de R$ 4,625 bilhões no quarto trimestre do ano passado, com uma alta de 20,3% em relação a igual período de 2018. No entanto, as ações BBAS3 perdiam 0,92% a R$ 50,70.

No mercado de câmbio, o dólar tem queda com o anúncio do Banco Central de realização de leilão de swap cambial reverso na tentativa de frear a valorização em relação ao real. A operação pode ser considerada um instrumento derivativo que funciona como uma espécie de compra de dólar no mercado futuro. O dólar caía 0,72% a R$ 4,32 pela manhã. Já o euro perdia 0,87% a R$ 4,69.

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Luciene Miranda é jornalista especializada em Economia, Finanças e Negócios com coberturas independentes na B3, NYSE, Nasdaq e CBOT

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