Mercados mundiais cautelosos com China

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Bolsas mundiais operam com cautela. No Brasil, mais um dia agitado por balanços de empresas

Quando os índices operam com tendências mistas como hoje (20), ou seja, alguns em alta e outros em baixa, costuma-se entender por isso um comportamento de cautela dos investidores.

O governo chinês adotou mais uma medida de estímulo à economia com corte na taxa de empréstimos de um ano de 4,15% para 4,05% pelo Banco Popular da China nos esforços para atenuar os efeitos da crise causada pelo surto de Covid-19 no país. No entanto, o otimismo foi mesmo só de véspera.

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Na Ásia, o Nikkei (Japão) fechou com alta de 0,34% aos 23.479 pontos, o Kospi (Coreia) caiu 0,67% aos 2.195 pontos e o Hang Seng (Hong Kong) recuou 0,17% aos 27.609 pontos. Na China, o Shanghai Composite avançou 1,84% aos 3.030 pontos e o Shenzhen disparou 2,43% aos 11.509 pontos.

Na Europa, bolsas com tendências mistas, da mesma forma que os índices futuros nos Estados Unidos, antes da abertura dos negócios à vista nas bolsas.

Aqui no Brasil, o Ibovespa subiu ontem com a bolsa muito movimentada diante de um carregado noticiário corporativo de divulgação de balanços, fatos relevantes e decisões estratégicas de negócios.

À noite, a Petrobras anunciou o balanço de 2019 com lucro líquido que atingiu R$ 40,1 bilhões, um aumento de 56% em relação ao ano anterior. Um resultado atribuído, principalmente, pelo programa de desinvestimentos da companhia.

No quarto trimestre, o lucro líquido diminuiu 10% para R$ 8,2 bilhões, principalmente devido ao ganho de capital de R$ 13,9 bilhões com a venda da BR Distribuidora registrado no terceiro trimestre. Por isso, o mercado olhou mais também na comparação com o mesmo período do ano anterior, o que leva a uma alta de 287% no lucro líquido.

Segundo o presidente, Roberto Castello Branco, este foi o melhor resultado da história da Petrobras. As ações da companhia tiveram valorização de véspera, apenas com a expectativa.

Hoje, as emoções na bolsa devem continuar com a divulgação de outros balanços, entre eles, o da Vale, CSN, Lojas Americanas, Via Varejo, Telefonica e Carrefour.

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Luciene Miranda é jornalista especializada em Economia, Finanças e Negócios com coberturas independentes na B3, NYSE, Nasdaq e CBOT

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