Dólar se mantém acima de R$ 5 e tem maior alta semanal desde agosto de 2018

Moeda norte-americana caiu 1,5% e terminou o dia a R$ 5,02 com atuação do BC.

Forbes Daily, com Reuters
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Em 2020, o dólar acumula apreciação de 25,28%

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O dólar voltou a fechar em queda ante o real hoje (20), chegando a descer abaixo de R$ 5, mas a moeda deixou as mínimas na parte da tarde conforme os mercados externos voltaram a piorar o sinal diante das persistentes incertezas sobre os impactos econômicos do coronavírus.

Na mínima do dia, às 14h21, a cotação desceu a R$ 4,9833 na venda. Mas, a partir de então, recobrou parte das forças e bateu R$ 5,0585 às 16h28. Dez minutos depois o Banco Central anunciou leilão de venda de dólar spot, que teve colocação de US$ 175 milhões.

A cotação retomou a queda depois da operação, atingindo R$ 5,0102 às 16h47, mas as compras tornaram a aparecer e empurraram a divisa para o fechamento de R$ 5,0274 na venda, queda de 1,5%.

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Ontem (19), o dólar já havia caído 1,83% ante o real. Ainda assim, cravou nesta semana a alta mais forte para o período desde a semana finda em 24 de agosto de 2018 (+4,85%).

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No exterior, o S&P 500, referência da Bolsa de Nova York, caiu 4,3%, concluindo a pior semana desde 2008.

Em 2020, o dólar acumula apreciação de 25,28%. O Itaú Unibanco revisou para cima nesta sexta a projeção para o dólar ao fim deste ano, de 4,15 reais para 4,60 reais.

“A moeda brasileira deve seguir pressionada nos próximos meses”, disse o banco em nota na qual revisou estimativas para indicadores brasileiros. “Mas vemos espaço para apreciação, na medida em que o choque seja dissipado”, ponderou o banco.

Na B3, o dólar futuro tinha queda de 0,99% nesta sexta, a 5,0495 reais, às 17h42.

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