Ivy League contra Trump: universidades norte-americanas se unem a Harvard e MIT pelo direito de estudantes internacionais

ReproduçãoForbes
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Vista aérea da rua John Kennedy na área da Universidade de Harvard em Cambridge, Massachusetts, EUA.

Quase 60 universidades entraram com documentos legais em apoio a uma ação da Harvard e do MIT contra a proposta do governo de Donald Trump de proibir estudantes estrangeiros de ficarem nos Estados Unidos caso suas faculdades não ofereçam aulas presenciais neste outono em meio à pandemia de coronavírus.

Cerca de 59 faculdades, incluindo sete universidades da Ivy League, entraram com um pedido no domingo (12) em apoio ao processo movido por Harvard e MIT em um tribunal federal de Boston na quarta-feira passada (9).

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A instituição que marcou a vida estudantil de Trump, a Universidade de Pensilvânia, e as universidades Brown e Cornell, disseram que a política do governo sobre estudantes estrangeiros “mudou drasticamente”.

O movimento começou depois de as instituições responsáveis pela imigração e alfândega do país afirmarem que estudantes internacionais não imigrantes com vistos F-1 e M-1 não seriam mais capazes de ter aulas online completas e permanecer nos EUA durante o período de isolamento social. Faculdades em todo o país se organizam com aulas e palestras em aplicativos de chamada de vídeo como solução alternativa para reabrir apenas com segurança em meio à pandemia.

Para permanecerem legais, os estudantes devem se transferir para uma escola com aulas presenciais, disse a Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês).

As principais faculdades, incluindo Harvard, estão realizando aulas somente online neste outono, enquanto menos da metade dos estudantes de graduação estão morando no campus.

As universidades disseram no comunicado: “A emergência persiste, mas a política do governo mudou repentina e drasticamente, colocando os preparativos em desordem e causando danos e turbulências significativas”, relata a Reuters.

Os cerca de 1,1 milhão de estudantes estrangeiros matriculados nas faculdades dos EUA contribuíram com US$ 41 bilhões para a economia do país no ano acadêmico de 2018/219, de acordo com o Instituto de Educação Internacional, rivalizando com setores como automóveis, indústria farmacêutica e agricultura. Uma audiência no Tribunal Distrital de Massachusetts será realizada amanhã (15) para discutir o assunto.

Estudantes estrangeiros estão no fogo cruzado de uma batalha entre o presidente dos Estados Unidos, faculdades de elite e conselhos escolares. Em uma tentativa de acelerar a economia antes das eleições, Trump tem pressionado faculdades e escolas a reabrirem completamente, apesar de a pandemia ainda estar violenta no sul e no oeste do país. A ameaça de perder estudantes estrangeiros, que geralmente pagam mensalidades completas e efetivamente apoiam os trabalhos de centenas de milhares de acadêmicos e funcionários de faculdades, é uma poderosa alavanca para forçar as mãos de escolas de alto nível da Ivy League. Harvard e o MIT agora se juntaram a um coro de empresas de tecnologia que criticaram as recentes mudanças na política de vistos e imigração feitas sob a cobertura da pandemia por motivações políticas e prejudiciais à economia americana.

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