Saiba como a pandemia está impactando os brasileiros acima de 50 anos

Pesquisa da Maturi indica prejuízos no trabalho e na renda, mas saúde tem baixo índice de insatisfação .

Gabriela Arbex
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Pesquisa indica que o bem-estar e a qualidade de vida são possíveis apesar de algumas enfermidades

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Para uma pequena parte da população brasileira madura – 16,2% – o impacto da pandemia sobre a saúde foi mais negativo do que positivo. Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada pela Maturi, empresa que reúne plataforma de recrutamento e seleção, capacitação e serviços para a população 50+. Quando perguntados sobre problemas de saúde, apesar de 51,2% terem respondido que possuem pelo menos uma disfunção, como hipertensão arterial ou diabetes, 92,5% afirmaram que estão “bem” ou “muito bem”.

“Esses índices indicam que o bem-estar e a qualidade de vida são possíveis apesar de algumas enfermidades”, diz Juliana Seidl, doutora em psicologia social e do trabalho pela Universidade de Brasília e bussiness partner da Maturi, responsável pela condução da pesquisa.

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O estudo, realizado entre 29 de abril e 30 de maio, com pouco mais de 4.200 pessoas – a maioria delas entre 51 e 70 anos (89,2%), com elevada escolaridade (89% completou pelo menos o ensino superior) e renda a partir de R$ 3 mil (68,7%) – revelou que as principais sensações percebidas durante o isolamento social foram cuidado (67%), saudades (43%), ansiedade (41%), tranquilidade (34%) e paciência (31%). Poucos citaram depressão (5%) e solidão (11%).

Já no que diz respeito ao trabalho e à situação financeira, a maior parte dos participantes disse que o impacto foi mais negativo – 51% e 53,3%, respectivamente. Para tentar solucionar os problemas financeiros e arcar com as despesas, os participantes do levantamento – divididos entre 52% de mulheres e 48% de homens – recorreram a quatro principais medidas: redução de gastos (60,1%), busca por um novo emprego (30,5%), uso de reservas como poupança ou outros investimentos (26,8%) e renegociação de dívidas (20,8%). Pouco mais de 31% não precisaram adotar nenhuma estratégia no curto prazo e 13,8% disseram que começaram a empreender.

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Com relação à vida de forma geral, as opiniões foram bem equilibradas: 35,6% apontaram impacto mais negativo, 33,7% neutro e 30,7% positivo. Juliana reconhece, no entanto, que parte dos resultados deve-se ao fato de quase 70% dos participantes pertencerem a um grupo socioeconômico considerado privilegiado, que provavelmente tem acesso a plano de saúde e a algum tipo de renda – apenas 10,3% disseram estar desempregados.

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