Bruninho exalta importância de preparação psicológica para alta performance

 Alexandre Schneider/Getty Images
Alexandre Schneider/Getty Images

Para superar desafios dentro de quadra, o Under 30 Bruno Rezende procurou trabalhar a mentalidade e concentração com técnicas de meditação

O esporte e o mundo dos negócios possuem algumas semelhanças, especialmente quando o assunto é resiliência mental para suportar os desafios e conseguir se manter constante em busca do resultado.

Um exemplo de vencedor no esporte é Bruninho, jogador da seleção brasileira de voleibol, empreendedor e listado como Under 30 pela Forbes em 2017. Em conversa com o CEO e Publisher da Forbes, Antonio Camarotti, o atleta falou sobre a carreira, aposentadoria, mentalidade vencedora e empreendedorismo.

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Nascido em uma família de atletas (ele é filho de Bernardinho e Vera Mossa), Bruninho conta que sempre teve muito contato com o esporte e com valores que a competição ensina, como disciplina e dedicação. Segundo o atleta de 34 anos, esse aprendizado foi determinante para que ele se tornasse o profissional que é hoje.

Um momento marcante de sua carreira foi a primeira convocação para a seleção brasileira, na época dirigida por seu pai. Bruno relembrou a desconfiança e a pressão que sofreu, mesmo já sendo bicampeão nacional naquele momento. O apoio dos colegas de seleção, que conheciam sua ética de trabalho, foi essencial para deixá-lo à vontade no time.

Além deste, a conquista da medalha de ouro na Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro foi outro ponto marcante da carreira do entrevistado. “Pude perceber o respeito das pessoas por aquele trabalho construído com muito suor e dedicação, foi muito especial”, avaliou.

Apesar do sucesso em 2016, Bruninho teve de lidar com a frustração de perder nos jogos olímpicos de 2008 e 2012. Para conviver com essas derrotas e usá-las como motivação, o atleta revelou que foi procurar auxílio psicológico para fortalecer sua mentalidade: “Depois da derrota para a Rússia em 2012, comecei a fazer um trabalho para evoluir mentalmente, precisava ser mais focado e ter mais resiliência”.

Mesmo vindo de uma série de derrotas em outros campeonatos, o entrevistado afirmou que sabia que algo de bom estava por vir em 2016. “Mesmo depois de cair diversas vezes, a moral da história é que você não pode deixar de acreditar, nunca”, diz. Esse equilíbrio mental, em sua opinião, é essencial para passar por momentos difíceis como os que estamos vivendo.

Depois de seis temporadas, Bruninho deixou a liga de voleibol italiana e está de volta ao Brasil. Ele se diz agradecido pela experiência e por ter realizado o sonho de competir e ganhar diversos títulos italianos e europeus: “Conheci muitas pessoas na Itália, fiz muitos amigos. Foi uma experiência enriquecedora tanto dentro quanto fora de quadra”, avaliou.

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O campeão olímpico comentou que o legado esportivo que os jogos de 2016 poderiam ter deixado para o Brasil não foi bem aproveitado. “Isso vai acarretando em outros problemas para os esportes, e com o vôlei não é diferente”, afirmou. Além disso, a paralisação por conta da pandemia de Covid-19 também criou dificuldades para o vôlei nacional.

Mais do que objetivos esportivos, Bruninho voltou ao Brasil em busca de concretizar desejos pessoais. “Busco outras coisas que também vão me fazer feliz, como projetos sociais. Acredito que o esporte é uma grande ferramenta para ensinar valores. Estou motivado a ligar a competição com os projetos sociais.”

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