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Ritmo de plantio de 2ª safra de milho do Brasil supera média histórica

No ano passado, quando a safra atrasou, a lavoura ficou mais exposta a períodos de estiagem e geadas, que resultaram em perdas relevante.

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Alfribeiro/GettyImages
Alfribeiro/GettyImagesA lavoura atingiu 42% da área planejada, devido, entre outros fatores, à alta umidade que atingiu o Mato Grosso e Paraná na semana passada.

A AgRural, consultoria de mercado focada em comercialização agrícola, informou hoje (14) que o ritmo de plantio do milho da segunda safra no centro-sul do Brasil está acima da média histórica para o período. A lavoura atingiu 42% da área planejada, devido, entre outros fatores, à alta umidade que atingiu o Mato Grosso e Paraná na semana passada.

Até a semana anterior, agricultores tinham semeado 24% da área na principal região produtora do país, enquanto na mesma época do ano passado, quando o atraso foi grande, eles tinham semeado somente 11% do planejado.

O índice de plantio indica que o ritmo está mais de 17 pontos percentuais à frente da média histórica para o período, de 24,8%, no centro-sul, o que reforça o otimismo com a chamada “safrinha”.

“O plantio está sendo feito em uma janela ótima. Porém precisa se confirmar um clima favorável durante a safra“, afirmou o analista Adriano Gomes.

No ano passado, quando a safra atrasou, a lavoura ficou mais exposta a períodos de estiagem e geadas, que resultaram em perdas relevante. Já neste ano, a produção do cereal pode ser recorde.

“Paraná e Mato Grosso estão com o plantio acima da média de cinco anos e do ano passado, quando teve atraso no plantio“, acrescentou Gomes, citando que a média para os dois estados, nesta época, é de 15,1% e 42,4%, respectivamente.

“O plantio andou bem no Paraná na última semana, o produtor estava esperando um pouco mais de umidade para seguir com os trabalhos. Após a confirmação das chuvas, o plantio andou”, acrescentou ele.

De outro lado, em Mato Grosso as chuvas foram mais intensas, o que aumenta os desafios para produtores colherem a soja e realizarem o plantio da segunda safra de milho em seguida.

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“Com chuvas ainda muito frequentes, a colheita de Mato Grosso tem avançado nos intervalos, com o produtor apressando-se para tirar a soja do campo antes que ocorram maiores problemas de qualidade“, disse a AgRural, observando que os índices de umidade e grãos avariados seguem altos e tornam mais lenta a logística entre as lavouras e os armazéns.

Ainda assim, o Mato Grosso já colheu mais da metade da área de soja, permitindo que o Brasil tenha colhido quase um quarto do total, ante apenas 9% no mesmo período do ano passado.

Clima para milho

Após a seca fazer estragos na primeira safra, o mercado está apostando na segunda safra (“safrinha”) de milho, na expectativa de que o Brasil ainda possa ter uma produção recorde.

A AgRural, por exemplo, projeta uma produção total de 110,9 milhões de toneladas de milho, no ciclo 2021/22, com base em uma linha de produtividade para a “safrinha”, que deve responder por mais de 75% da safra nacional.

Ele comentou que há “pouca” chuva prevista até a metade da próxima semana no Sul, mas por ora não seria um problema, se as precipitações retomarem ainda este mês.

“Estamos vindo de um período longo de estiagem e altas temperaturas no oeste do Paraná e sul de Mato Grosso do Sul, e onde as chuvas têm sido melhores na última semana a umidade vem melhorando. Porém devido à seca muito prolongada as chuvas precisam ser frequentes”, observou.

“Mas, se após essa semana mais seca, vierem novas chuvas, não deveremos ter maiores problemas.”

Conforme projeção da consultoria Rural Clima, a última semana de fevereiro poderá voltar a ter chuvas regulares e em bons volumes para o Sul. Enquanto isso, as precipitações serão na forma de pancadas.

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