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Maior empresa de bebidas da Argentina quer vender mais vinho no Brasil

Há outros países na mira, mas a centenária vinícola San Juan acredita que os brasileiros estão à frente e ávidos por novas experiências

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Rparobe_GuettyimagesGigantismo do mercado brasileiro é o principal chamariz da CCU para seus vinhos

Não são muitas as empresas argentinas que podem se orgulhar de serem centenárias. E menos ainda, tendo ultrapassado 150 anos. Mas no setor vitivinícola há vários expoentes, com forte tradição forjada a partir do trabalho dos imigrantes que chegaram à região de Cuyo em meados do século 19. Como a vinícola Colón, que, junto com outra vinícola histórica de San Juan, a Graffigna, faz parte do grupo CCU desde junho de 2019, a maior empresa de bebidas da Argentina, com produção de vinhos, cervejas, sidras, pisco e licores.

De acordo com a vinícola Colón, que emprega 96 pessoas permanentemente, as duas “lideram o segmento mainstream e o pilar deste posicionamento é a sua estratégia de vendas com grande presença em todo o país, graças ao robusto canal de distribuidores, que lhe permite chegar a cada canto da Argentina, e sua liderança em supermercados com mais de 6% de market share”.

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Em 2021, a Colón iniciou a exportação de seus vinhos para o Brasil. “O balanço é muito positivo e motivador para a equipe. O Brasil é um mercado muito grande e diversificado, onde é importante estar presente”, diz Delfina Sanguinetti, gerente de produto da VSPT, grupo vitivinícola da transandina CCU. “Embora ainda haja um longo caminho a percorrer, há oportunidades para continuar crescendo. Estamos trabalhando em um plano de distribuição por região e nosso primeiro foco é São Paulo. Chegamos também a alguns lugares do Sul do Brasil e buscamos chegar a mais lojas e varejistas desse país.”

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DivulgaçãoBodega Colón produz uvas e processa vinhos a mais de 100 anos

Depois da experiência de entrar no mercado brasileiro, no ano passado, a Bodega Colón desembarcou com seus vinhos pela primeira vez na Venezuela. “O mais complexo de exportar nesse mercado ocorre na pré-venda, com o processo de registro sanitário, que pode durar um ano. Mas, uma vez que esse processo é direcionado para a esfera administrativa, é como em qualquer outro mercado, apresentando percalços e altos e baixos, como a escassez de navios e o aumento das tarifas marítimas, problema que temos enfrentado desde a pandemia”, explica Sanguinetti.

Nos dois países, detalha, os consumidores estão ávidos por novas experiências, participam de degustações e harmonizações, ações que impulsionam a categoria. “O Brasil é um país muito grande, onde existem diferentes tipos de consumidores que buscam diferentes propostas. Para o segmento de vinhos com o qual concorremos, acreditamos que o Colón é um produto que atende muito bem ao que o consumidor procura”, afirma Sanguinetti. “Na Venezuela, também acreditamos que o nosso vinho se adapta muito bem a um mercado onde as bebidas suaves e frutadas são muito apreciadas, fáceis de beber e ideais para partilhar com a família e amigos.”

O plano de crescimento da Colón inclui a abertura de outros novos mercados internacionais. “Nosso plano é abrir caminho por mais países da América do Sul e, à medida que formos consolidando, continuar abrindo portas no restante da América Latina. Acreditamos que trabalhar com parceiros locais é uma boa forma de se desenvolver em diferentes países. Eles conhecem mais profundamente a realidade de seus mercados, têm mais contatos no ambiente e podemos trabalhar juntos, contribuindo com diferentes ideias e pontos de vista. Nosso objetivo é atingir o varejo e as lojas especializadas, onde queremos ter um alto volume de demanda”, diz Sanguinetti.

Inovação do campo à garrafa

A Bodega Colón segue em busca de novos desafios, aposta na modernização de seu portfólio e por isso, em 2021, lançou o Colón Selecto, uma nova linha de vinhos fáceis de beber e com personalidade.

A linha é composta por três vinhos varietais; Malbec, Cabernet Sauvignon e Chardonnay; três bivarietais, Syrah/Malbec, Merlot/Cabernet Sauvignon e Chenin/Sauvignon Blanc; um vinho rosé e um Dulce Fresco que o completam. Em 2021, a produção da Colón Selecto foi de 1,3 milhão de litros e para 2023 estima-se dobrar esse volume.

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DivulgaçãoLinhas de bebidas vêm sendo desenvolvidas ao gosto do consumidor

Diego Sánchez, chefe de enologia de Colón, diz que a intenção da companhia com a nova linha “é contribuir para a premiunização do portfólio e gerar uma aproximação com um público mais jovem, com uma proposta de embalagem mais moderna e atraente, e uma campanha de comunicação de massa com um perfil mais jovem, contemporâneo e descontraído”.

“Com o Colón Selecto queremos alargar o nosso target, ir em busca de novos consumidores, permitindo-nos aumentar nosso público e continuar a fidelizar nossos atuais consumidores com propostas de qualidade enológica superior e perfis de vinhos frescos, frutados e fáceis de beber ”, diz Sánchez. O volume de produção da vinícola em 2022 ultrapassou os 10 milhões de litros, mantendo a escala do ano anterior.

* Reportagem publicada originalmente na Forbes Argentina.

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