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Chuvas Trazem Alívio Parcial À Soja no Rio Grande do Sul

Déficit hídrico consolidado em solos rasos limita potencial produtivo do segundo maior estado produtor de soja

2 min

As chuvas registradas no Rio Grande do Sul entre os dias 12 e 15 de fevereiro recuperaram parte das lavouras de soja que sofreram com a falta de precipitações em semanas anteriores, mas outras áreas já contabilizam perdas “consolidadas”, afirmou nesta quinta-feira a Emater.

“A recomposição parcial da umidade do solo ocorreu em área mais abrangente, especialmente na Fronteira com o Uruguai e no Centro-Oeste do Estado, favorecendo a recuperação da turgidez vegetal e atenuando, de forma temporária, os sintomas de déficit hídrico”, afirmou a empresa de assistência rural vinculada ao governo gaúcho em informativo semanal.

A avaliação confirma comentário de meteorologista publicado na véspera, de que as chuvas trouxeram alívio para o Estado, que poderia ser o segundo produtor de soja do Brasil em 2025/26.

“Apesar da melhora recente, a cultura da soja ainda apresenta elevada variabilidade de potencial produtivo entre lavouras, reflexo da distribuição irregular das chuvas e da persistência de alta demanda evaporativa”, continuou o relatório da Emater.

Conforme a empresa, que está reavaliando seus números, a produtividade projetada permanece próxima à expectativa inicial em parte das áreas, desde que haja continuidade das chuvas nas próximas semanas.

“No entanto, perdas já estão consolidadas em áreas submetidas a déficit hídrico prolongado, especialmente em solos rasos e arenosos e em posições de relevo mais elevadas”, apontou o relatório.

Atualmente, 85% das lavouras estão em fase reprodutiva, sendo 35% em florescimento e 50% em enchimento de grãos — período crítico para definição da produtividade.

A Emater informou ainda que a colheita do milho alcança 58% de área cultivada, “com produtividade satisfatória e próxima à projetada inicialmente nas áreas já colhidas”.

Já o arroz, cuja colheita começou nas áreas mais precoces, apresenta desenvolvimento fisiológico adequado, favorecido pela elevada radiação solar e pela disponibilidade hídrica satisfatória nos sistemas de irrigação.

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