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Rio Grande do Sul Pode Ter Queda na Produção de Soja, Prevê Ematet

Apesar da previsão, o Rio Grande do Sul ainda deverá ver um forte aumento da produção de soja em relação à temporada passada

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A safra de soja do Rio Grande do Sul na temporada 2025/26 foi estimada nesta terça-feira (10) em 19 milhões de toneladas, redução de 11,3% frente à projeção inicial, por problemas de seca e calor, apontou a Emater em apresentação na feira Expodireto Cotrijal.

“Além da falta de chuva, fatores como a redução de 1,7% da área projetada inicialmente, dificuldade de emergência devido às baixas temperaturas e umidade, assim como problemas de acesso ao crédito, que também contribuíram para essa redução em produção”, disse o órgão vinculado ao governo do Estado em relatório.

Apesar da revisão na projeção, o Estado do Rio Grande do Sul ainda deverá ver um forte aumento em relação à temporada passada, quando a Emater apontou a produção em 13,6 milhões de toneladas, por conta de intempéries mais graves.

Ou seja, se a projeção for confirmada, o Estado aumentaria a produção em cerca de 40% na comparação com a temporada anterior.

A safra do Rio Grande do Sul, um dos maiores produtores brasileiros, onde a colheita é mais tardia, vem sendo acompanhada de perto pelo mercado para uma definição mais clara da produção nacional, para a qual se projeta um patamar recorde próximo de 180 milhões de toneladas.

A reestimativa para a soja colaborou para uma redução de 7,1% na produção de grãos no Rio Grande do Sul, que deve alcançar 32,8 milhões de toneladas, versus projeção inicial 35,3 milhões de toneladas, segundo a Emater.

“Essa redução se deve às chuvas insuficientes e irregulares, principalmente nos períodos críticos de desenvolvimento das culturas, especialmente a soja, e em algumas situações agravadas por dias muito quentes”, disse.

A safra de arroz deve alcançar 7,7 milhões de toneladas, volume 3,1% menor do que a estimativa inicial, “devido à redução da área cultivada estimulada pelo risco considerando o aspecto do mercado”.

Já o milho teve aumento na projeção do Estado, o principal produtor do cereal no verão no Brasil. A produção passou de 5,7 milhões de toneladas para 5,9 milhões de toneladas.

O crescimento se deve ao aumento da área cultivada com o grão, que passou de 785 mil hectares para 803 mil hectares, crescimento de 2,3%. “Fatores como o acesso às políticas públicas como os programas Irriga+ RS e Milho 100% também contribuem para o aumento da área cultivada e da produção”, disse a Emater.

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