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Ministério Estuda Crédito de R$ 54,3 Milhões para Reestruturar Estoques Públicos de Milho

Estoque atual de 149,2 mil toneladas é considerado baixo para o País, que ocupa a terceira posição na produção mundial

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O ministro da Agricultura, André de Paula, discutiu com a diretoria da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estratégias de formação de estoques públicos de grãos, incluindo a liberação de R$54,3 milhões em crédito suplementar para compra de milho pelo governo.

Essa seria uma estratégia preventiva diante de possíveis impactos do fenômeno El Niño, afirmou o ministério em nota.

Apesar de algumas iniciativas do governo Lula, os estoques de milho continuam em patamares historicamente baixos no país, o terceiro produtor mundial de milho, atrás de Estados Unidos e China.

Pelo último número divulgado, de abril, o governo tinha estoques de 149,2 mil toneladas de milho. Em janeiro de 2023, quando começou o governo Lula, havia pouco mais de 50 mil toneladas.

O Brasil já teve estoques públicos de mais de 7 milhões de toneladas em 1987. Ainda no segundo mandado de Lula, em 2010, os estoques públicos do cereal chegaram a superar 5 milhões de toneladas, segundo dados da Conab.

Desde então, governos anteriores praticamente não colocaram esforços na política, optando por outras estratégias e diante das dificuldades fiscais.

A Conab também apresentou ao ministro informações sobre a capacidade de armazenagem e a gestão dos estoques públicos de alimentos no país.

Atualmente, os armazéns da companhia possuem capacidade estática próxima de 1,7 milhão de toneladas, segundo a nota do ministério.

A Conab também trabalha em ações voltadas à modernização da infraestrutura e à ampliação da capacidade operacional da rede armazenadora federal, disse o comunicado.

O secretário-executivo do ministério, Cleber Soares, ressaltou em nota a importância da Conab em ações de subvenção econômica, aquisições públicas e operações de equalização de preços.

Segundo ele, a atuação da Conab contribui para reduzir distorções de mercado. “Quando o mercado apresenta distorções que prejudicam tanto o produtor quanto o consumidor, é a Conab que atua para garantir maior equilíbrio na cadeia produtiva”, disse.

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