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Anec Volta a Reduzir Estimativas de Exportação de Soja do Brasil em Setembro

Ainda assim, a exportação deve crescer pouco mais de 250 mil toneladas no comparativo com o ano passado

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A exportação de soja do Brasil foi estimada nesta terça-feira em 7,24 milhões de toneladas, corte de quase 10% em relação à projeção da semana anterior, de acordo com dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), que já havia cortado a projeção de embarques da oleaginosa na semana passada.

Ainda assim, a exportação de soja brasileira deve crescer pouco mais de 250 mil toneladas no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Mas o volume exportado será o menor do ano desde janeiro, à medida que a oferta tem sido reduzida após elevados embarques nos meses anteriores.

Assim como na semana anterior, a redução na estimativa se deu por conta de chuvas, que afetam os embarques nos portos.

“A redução (se deu) por limitação no tempo de operação nos portos, devido ao clima”, disse a Anec.

De janeiro a setembro, a Anec projeta exportações de 101,5 milhões de toneladas de soja.

Apesar dos cortes recentes, a Anec elevou há duas semanas sua estimativa para as exportações de soja do país em 2026 para 114 milhões de toneladas, versus 110 milhões na previsão anterior e 108,68 milhões em todo o ano passado, quando os embarques foram recordes.

Considerando que a estimativa para os nove primeiros meses do ano se confirme, o Brasil poderia exportar no último trimestre 12,5 milhões de toneladas de soja.

Os menores embarques de soja em relação a meses anteriores poderiam abrir mais espaço para despachos de milho e outros produtos como o sorgo, uma novidade na pauta exportadora de 2026 com as habilitações da China.

Milho, Farelo, Sorgo e DDG

A Anec também reduziu a exportação de milho brasileiro em setembro para 5,4 milhões de toneladas, versus 5,97 milhões na previsão da semana passada e quase 7 milhões em setembro de 2025.

No ano, a Anec projeta exportações de 41 milhões de toneladas de milho, o que deixaria o total de 2026 um pouco abaixo das 41,59 milhões de toneladas de 2025, com o Brasil enfrentando maior concorrência da Argentina na atual temporada.

A exportação de farelo de soja do Brasil deve alcançar 1,96 milhão de toneladas em setembro, ante 2,22 milhões na projeção da semana anterior, com o volume projetado para este mês praticamente estável na comparação anual, segundo a Anec.

A Anec estimou também embarques de grãos secos de destilaria (DDG), um coproduto da indústria de etanol de milho, em 73,8 mil toneladas em setembro. Nos nove primeiros meses do ano, os volumes do ingrediente para ração animal somariam 840 mil toneladas, já superando o ano completo de 2025 (796 mil toneladas).

As exportações de DDG estão tendo impulso adicional este ano das importações pela China, que habilitou os primeiros estabelecimentos brasileiros para embarques desse produto no final do ano passado.

Da mesma forma, chineses passaram a importar sorgo do Brasil este ano, elevando as exportações totais desse cereal brasileiro para 693 mil toneladas apenas em setembro, segundo estimativa da Anec.

No ano, somando embarques de agosto e setembro e uma pequena carga em março, as exportações de sorgo do Brasil já superaram 1 milhão de toneladas. No ano passado, a Anec não contabilizou qualquer envio de sorgo ao exterior.

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