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Mato Grosso Registra Antecipação do Início do Plantio de Soja, Aponta Imea

O índice supera o registrado na mesma época do ano passado (0,55%) e a média histórica de 0,94%

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O plantio de soja em Mato Grosso em 2026/27 começou com ligeira antecipação ante a média histórica de cinco anos, informou o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), nesta sexta-feira.

Agricultores semearam 1,15% da área projetada em 13,05 milhões de hectares no maior produtor de soja do Brasil, de acordo com levantamento do instituto ligado à federação de produtores Famato.

O índice supera o registrado na mesma época do ano passado (0,55%) e a média histórica de 0,94%.

Os primeiros trabalhos se concentram principalmente nas regiões onde as condições de umidade permitiram a entrada das máquinas, além das lavouras com irrigação.

É esperado que o plantio ganhe ritmo a partir do final da próxima semana, diante da previsão de maiores volumes de chuva em Mato Grosso, conforme nota da Famato nesta sexta-feira.

Na safra 2026/27, pelo risco de encurtamento de janela de chuvas para a segunda safra de milho por conta do El Niño, há expectativa de que o plantio de soja seja antecipado, dentro das possibilidades.

Segundo relatório do Imea, o oeste do Estado lidera o avanço na semeadura, com 2,19% da área, nos municípios de Sapezal e Campo Novo do Parecis.

No médio-norte, os trabalhos alcançaram 2,16%, enquanto no norte mato-grossense chegaram a 1,44% da área projetada. No Sudeste, 0,26% da área já foi semeada, principalmente em áreas irrigadas e de produtores que cultivam algodão.

Para 2026/27, o Imea estima uma redução de 5,4% na produtividade média da soja ante o ciclo passado, além de um ligeiro crescimento de área, resultando em uma queda na produção para cerca de 49 milhões de toneladas.

Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, os produtores têm adotado “táticas” para reduzir os riscos climáticos, entre elas a antecipação do plantio dentro da janela permitida e a distribuição da semeadura ao longo de um período maior.

“Os produtores têm trabalhado principalmente com a janela. Temos visto produtores adotando estratégia, não só aqueles que têm uma problemática com o parque de máquinas, mas também porque temos visto muito a famosa ‘chuva de manga’, em que uma faixa recebe um volume de chuva muito maior e, às vezes, cinco ou dez quilômetros à frente não cai uma gota”, explicou.

Em nota da Famato, ele afirmou que outras ferramentas começam a fazer parte dos métodos de gestão de risco, como o seguro rural e a diversificação de culturas na segunda safra.

O plantio de gergelim e sorgo, por exemplo, aparece como alternativas com menor demanda hídrica em determinadas situações, disse o superintendente.

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