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Tecnologia de nuvem pode salvar raposa Darwin da extinção no Chile

Chamado de “Guardians”, sistema atua no monitoramento de ameaças à espécie na cordilheira Nahuelbuta

3 min
René Vega
René VegaChamado de “Guardians”, sistema atua no monitoramento de ameaças à espécie na cordilheira Nahuelbuta

A Huawei, provedora de soluções de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação), está usando seus recursos tecnológicos para salvar a raposa Darwin da extinção. Nativa do Chile, a espécie vive ameaçada pelo desmatamento na cordilheira Nahuelbuta, localizada na região sul do país. Atualmente, estima-se que sobraram apenas 1000 animais da espécie na natureza.

Na tentativa de alterar esse cenário, a empresa lançou em agosto o projeto “Guardiões da Floresta”, uma iniciativa que visa proteger a raposa através de informações da rede e da nuvem. Para isso, o sistema utiliza os “Guardians”, ferramentas de monitoramento acústico que acompanham o animal e reportam possíveis ameaças, como tiros e motosserras.

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Criado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e a Superintendência do Meio Ambiente do Chile, além do grupo Ética de los Bosques, especializado na preservação de florestas, e a ONG Rainforest Connection, que combate o desmatamento, o projeto conta com cinco Guardians movidos a energia solar. Juntos, eles cobrem uma área de 30 quilômetros quadrados durante todos os dias da semana, 24 horas por dia. Uma vez coletados, os dados são enviados para a Huawei Cloud, onde serão analisados por mecanismos de inteligência artificial. Caso alguma ameaça seja detectada, as autoridades são reportadas para gerenciar a situação.

De acordo com Bernardo Reyes, diretor da entidade Ética de Los Bosques, a raposa Darwin faz parte da cadeia alimentar de muitas espécies nativas da cordilheira, fazendo com que a sua presença seja essencial para o equilíbrio da região. Além disso, ela é considerada uma “espécie guarda-chuva”, termo que se refere a animais que demandam uma vasta área preservada para sobreviverem.

“O status populacional da raposa de Darwin é um indicador da saúde de todo o ecossistema de Nahuelbuta. Ela é uma espécie de guarda-chuva da condição de toda a rede de mamíferos associados que vivem naquele espaço, como o pudu, o puma e o gambá”, explica.

Essa não é a primeira iniciativa da Huawei em defesa da biodiversidade. Desde 2019, a empresa atua ao lado da ONG Rainforest Connection para promover o uso de tecnologias de nuvem e de IA em prol da defesa dos ecossistemas. Até hoje, já foram instalados sistemas Guardians em florestas tropicais, montanhas e oceanos.


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