Com curadoria de Luis Pérez-Oramas e o Núcleo Curatorial Nara Roesler, o ponto de partida da coletiva Ruído Estelar marca a celebração da energia universal impulsionada por um curioso fenômeno descoberto na primeira metade do século 20, durante os primórdios da física moderna que estuda a relação espaço/tempo.
“Star noise”
Em suas pesquisas, o físico norte-americano Karl Jansky (1905-1950), descobriu em 1932 uma característica revolucionária em relação às ondas sonoras, normalmente referidas como ruído das estrelas ou ruído estelar, do inglês “music of the stars” ou “star noise”. Foi o ponta-pé que faltava para consolidar as pesquisas da radioastronomia, ramo da astronomia que estuda objetos celestes através da observação da radiação eletromagnética na faixa de ondas de rádio. Grande avanço!
Até então todos os estudos dos corpos celestes dependem da visualização através da luz sobre esses objetos do cosmos. A técnica deu novo ímpeto à observação de fenômenos e objetos não visíveis através da luz, revelando informações valiosas sobre a estrutura e evolução do universo, com suas massas astrais, estrelas e galáxias, através de ondas sonoras. Ou seja, o ruído estelar abriu uma nova janela no cosmos.
Ruído das estrelas
Desde sua descoberta foram registrados ressonâncias cósmicas e, mais recentemente, o minúsculo ruído de dois buracos negros massivos. E mesmo assim os cientistas mais experientes ainda não descobriram o que acontece dentro do imenso buraco negro, que vem a ser 4,3 milhões de vezes mais massivo do que o astro-rei, o todo poderoso sol…

14 nomes estelares
Abraham Palatnik (1928-2020), Amelia Toledo (1926-2017), Artur Lescher (n. 1962), Brígida Baltar (1959-2022), Bruno Dunley (n.1984), Cao Guimarães (n.1965), Heinz Mack (n.1931), Julio Le Parc (n.1928), Laura Vinci (n.1962),
Mônica Ventura (n. 1985), Paulo Bruscky (n.1949), Rodolpho Parigi (n.1977), Tomás Saraceno (n.1973) e Tomie Ohtake (n.1913-2015).
Os vários estilos ds obras em exposição desse grupo estelar nos conectam com o cosmo e ainda representam uma cena contemporânea experimental. Algumas obras possuem aparência de dispositivos técnicos (Saraceno, Vinci, Ventura e Lescher); outras apresentam composições semelhantes à representação e ao registro de ressonâncias cósmicas (Le Parc, Dunley, Palatnik, Ohtake e Parigi); e um grupo inclui obras com referências a rádios e antenas de rádio (Guimarães, Bruscky e Mack), sintonizadas em ondas de fina ironia.

Serviço
Ruído Estelar
Curadoria Luis Pérez-Oramas e núcleo curatorial Nara Roesler
Até 16 agosto de 2025
Galeria Nara Roesler, São Paulo
Com colaboração de Cynthia Garcia, historiadora de arte, premiada pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) [email protected]
Nara Roesler fundou a Galeria Nara Roesler em 1989. Com a sociedade de seus filhos Alexandre e Daniel, a galeria em São Paulo, uma das mais expressivas do mercado, ampliou a atuação inaugurando no Rio de Janeiro, em 2014, e no ano seguinte em Nova York.
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Instagram: @galerianararoesler
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