Há um ano, a casa especializada em bebidas proteicas We Protein nasceu na cidade de São Paulo. Com três unidades fixas – na Avenida Paulista, no Itaim Bibi e no Real Parque – o empreendimento segue uma tendência do mercado voltado ao wellness cada vez mais presente. Segundo dados do Euromonitor, só o mercado de bebidas proteicas movimenta cerca de R$ 1 bilhão, no Brasil. Além disso, o segmento de alimentos com proteínas adicionadas mobiliza outros R$ 2 bilhões. Omar Kadri, CEO da empresa, aponta essa tendência e poucos players no cenário brasileiro como impulsionadores para a criação da marca.

As lojas também vende seu próprio whey, com uma fórmula zero lactose, zero glúten e zero açúcares adicionados. Com um branding mais divertido e leve, Wafá Kadri, fundadora da We Protein, destaca o esforço da marca em desmistificar a ideia de uma suplementação focada em performance. “Buscamos fugir da lógica de que suplementação é só para o marombeiro da academia”, afirma Wafá.
Proteína para todos
A fundadora explica que a ideia do empreendimento surgiu da própria rotina de atleta de seu irmão Omar no futebol. Com o costume de fazer receitas de shakes saudáveis em casa, ainda em 2021, Wafá registrou o nome “We Protein” e começou a pensar na construção do branding da marca. “Eu sou da criação e ele é o cara dos números”, conta.

Depois de mais de 5 consultorias nutricionais e farmacêuticas para a criação da própria fórmula de whey, a marca passou a desenvolver suas bebidas que possuem até 375 kcal, sem açúcares adicionados e com até 38 gramas de proteína.
Com um investimento inicial de R$ 3 milhões e um faturamento de R$ 40 mil no primeiro mês de operação, as lojas não possuem um público específico e a clientela se mostrou considerável em diversas faixas-etárias. O cardápio – de cafés, matchás, shakes, smoothies, sorvetes, entre outros produtos – também revela opções que agradam desde crianças que estudam próximo às unidades a idosos que passam pela região.Ao todo são mais de 15 sabores de shakes proteicos.
Além disso, frente à epidemia do uso das canetas emagrecedoras, essa parcela tem se tornado um público muito forte das bebidas proteicas, segundo a fundadora. Em apenas um ano, entre 2024 e 2025, o consumo desses medicamentos aumentou em 88%, segundo o Conselho Federal de Farmácia.

Omar também destaca os preços competitivos dos produtos como um diferencial. A partir da produção do whey protein próprio, a marca passou a ter um custo menor na venda das bebidas e alcançou uma média de preços entre R$22 a R$ 40, segundo o CEO.

Atualmente, a marca possui unidades apenas no estado de São Paulo, mas os planos futuros já apontam para uma possível expansão em franquias. Com 1 ano de funcionamento, a We Protein acumula mais de 200 interessados em serem franqueados da marca. “Queremos proteinizar o Brasil e ser o Starbucks proteico do país”, diz Wafá.