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Com um Ano de Marca, Sié Wear Espera Faturar R$ 7 Milhões em 2026

A marca de activewear de Esther Marques aposta em formar uma comunidade engajada para expandir o negócio

4 min

A onda do wellness está colocando todo mundo para surfar em práticas e costumes mais saudáveis. De acordo com o Global Wellness Economy Monitor 2025, apenas esse mercado movimentou cerca de US$ 6,8 trilhões (R$ 35,1 trilhões), representando uma força maior do que o setor do turismo na economia mundial.

Ao observar o cenário brasileiro, a presença do país no setor ocupa o 1º lugar no ranking regional da América Latina e 12º lugar no comparativo mundial. Além disso, apenas em 2022, o mercado de wellness movimentou em torno de US$ 96 bilhões no Brasil.

Essa tendência de consumo impacta diretamente o mercado voltado para essas práticas em seus mais diversos setores, como academias, alimentos e até mesmo vestuários. O crescimento da marca Sié Wear de moda activewear é um desses exemplos, que, com um ano de existência, já faturou R$ 1,5 milhões e espera quase quintuplicar esse valor para 2026, atingindo R$ 7,5 milhões. Com peças femininas e masculinas, a marca foca em desenvolver peças que transitam entre o treino e a rotina cotidiana.

DivulgaçãoPeças priorizam o conforto

Em meio a inúmeros empreendimentos voltados a esse setor de vestuário, Esther Marques, fundadora e diretora criativa da Sié Wear, destaca o desejo de criar uma comunidade em torno da marca. “Eu vou comprar roupa e eu faço parte de uma comunidade. SIE significa ‘Ser, Inspire e Eleve’. Estamos trabalhando para construir essa comunidade fiel que quer construir a sua melhor versão”, explica.

Isso se traduz em experiências como um evento fechado está planejado para esta terça-feira (07) na Pinacoteca, em São Paulo, às 15h. Voltado para apenas 32 convidados das marcas Sié, Six, Porsche e Caveo, a experiência completa conta com aula exclusiva de yoga, visita guiada à exposição em cartaz e conversa sobre saúde financeira na rotina da mulher. Além disso, SIÉ desenvolveu peças especiais para o evento, vestindo todas as convidadas na cor Mascavo.

Test-drive da Sié Wear

A ideia de uma marca de roupas voltada para o lifestyle mais saudável surgiu em consonância com o próprio estilo de vida da fundadora. Em 2024, antes mesmo da criação da Sié Wear, Esther teve a oportunidade de lançar uma coleção cápsula em parceria com a La Sirène – marca de sua amiga e sócia Michelle Coleto – e fazer um test-drive dentro dos bastidores do mundo da moda.

“Eu sou consumidora desse tipo de produto e eu sempre tive vontade de empreender, por vir de uma família de empreendedores”, conta a fundadora que é filha de João Adibe Marques, presidente da Cimed. Apesar da linhagem empresarial, Esther afirma que a marca nasceu de forma independente dos negócios da família.

Reprodução/InstagramComunidades engajadas são tendência de marketing para marcas

Com formação em Administração, ela conta como foi mergulhar no mundo da moda: “No começo, tive muitas dificuldades e até hoje, o processo é errando, acertando e tentando aprimorar e ficando melhor em cada peça”. Atualmente, Esther se dedica a um curso de Fashion Business para entender mais sobre o mercado.

Momento de expansão

Depois do lançamento da cápsula, a Sié Wear abriu em março de 2025 com um investimento inicial de R$ 1 milhão, voltado para o desenvolvimento da primeira coleção, da estrutura de vendas e da identidade visual. Ao completar um ano de existência, a marca atingiu um faturamento de R$ 1,5 milhão e já consolidou três unidades – duas em São Paulo e uma em Brasília – em parceria com a academia de alto padrão Six Sport Life. Além disso, uma quarta loja será inaugurada em Campinas dia 18 de abril.

Outro movimento da marca é a abertura para o atacado com um número limitado de parceiros. “Estamos entrando no atacado, mas com clientes certeiros para continuar a exclusividade”, afirma a fundadora.

O negócio tem registrado um crescimento mensal médio de 100% e, assim como parte de marcas recentes, apresenta um potencial ainda maior no e-commerce. Essa presença on-line, no entanto, também precisa passar para o ao vivo. Uma dessas estratégias é justamente se voltar para as experiências ao vivo e criar uma comunidade fiel e engadaja em torno da marca e sua cultura.

Reprodução/InstagramPrática de yoga coletiva promovida pela Sié

Essa abordagem não é isolada no mercado. Trata-se de uma tendência em que o marketing se concentra em encontros para criar uma profunda conexão entre marca e consumidor. “ Você precisa entender o seu cliente, o que ele quer e trazer essa experiência e produto diferente”.

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