A Azzaro, marca de perfumes do grupo francês L’Oréal, escolheu o artista cearense Nattan para ser seu o embaixador local da linha Wanted no Brasil, tornando-se o primeiro brasileiro a assumir esse posto. Além disso, o cantor também será a estrela da campanha de lançamento da fragrância The Most Wanted Parfum, a interpretação mais intensa da família Wanted. Esse é o primeiro de três produtos Azzaro que serão anunciados ainda neste ano em parceria com o cantor.
Defensor do potencial do gênero musical tipicamente limitado ao nível regional, Nattan destaca o protagonismo não apenas do Brasil, mas sobretudo do brasileiro nordestino para o mundo. “Quando surge uma parceria com uma marca tão tradicional como a Azzaro, eu vejo como mais uma oportunidade de mostrar quem nós somos”, afirma o cearense que entrou para a lista Under 30 de 2025, na categoria Música & Literatura.

O cantor conta que sua preocupação com a aparência não começou apenas com a visibilidade pública conferida pela ascensão na carreira musical. Com mais de 10 milhões de ouvintes mensais no Spotify e de seguidores no Instagram, Nattan confessa que sempre teve uma paixão por perfumes. “Gosto de chegar cheiroso nos lugares e marcar presença. Vou me envolver nesse projeto de cabeça e me aprofundar ainda mais nas fragrâncias”, ressalta.
Neste ano, Nattan iniciou um novo capítulo mais maduro em sua carreira com seu projeto Nattan In Vegas, gravado nos Estados Unidos, no Omnia Nightclub. Na produção, o artista misturou ritmos como o forró e o samba com influências de latinas e espanholas, além de divulgar as parcerias com Anitta e Zé Felipe. “Sinto que com o projeto estou conseguindo mostrar que o nordeste é pop, é do mundo”, pontua.

“Nattan é a personificação do homem Azzaro Wanted: talentoso, confiante, carismático e irreverente. Ter um porta voz local que transmite essa autenticidade tão brasileira é chave para nos conectarmos ainda mais com o nosso público local, ávido por identificação emocional real com as marcas, cujo produtos eles já admiram e amam pela qualidade”, afirma Rui Moreira, diretor de Azzaro no Brasil.
Confira a entrevista exclusiva a seguir:
Você é um grande defensor do forró como um gênero musical brasileiro e não apenas um gênero regional. E a parceria com a Azzaro só evidencia como o Brasil tem recebido holofotes mundialmente. Como é ocupar esse espaço e o que você espera representar ao ser o primeiro embaixador brasileiro da marca?
Eu sempre falo que o forró não é só um gênero regional, tudo que vem do Nordeste é grande, é gigante e não deixa de ser pop também. Cresci ouvindo e vivendo isso no Ceará, então poder levar esse som para outros lugares do mundo já é uma vitória enorme. Quando surge uma parceria com uma marca tão tradicional como a Azzaro, eu vejo como mais uma oportunidade de mostrar quem nós somos.
Ser o primeiro embaixador brasileiro da marca é uma responsabilidade grande, mas também um orgulho. Quero representar o Brasil com alegria, autenticidade e mostrar que a nossa cultura tem força para ocupar qualquer espaço no mundo. → uma fragrância agora e duas ao longo do ano
Como figura pública, sabemos que não é só a qualidade musical que importa para o público, também é preciso uma consciência de imagem. Como você mergulhou nesse mundo da moda e da beleza? Você já era uma pessoa ligada a esse universo?
Eu sempre gostei de me sentir bem, e sempre tive uma paixão por fragrâncias, quem me conhece sabe. Eu gosto de chegar cheiroso nos lugares, marcar presença. Agora, o mergulho mais profundo no mundo da moda e beleza foi acontecendo junto com a carreira, fui conhecendo um novo universo, e me encantando por ele, por isso fiquei muito feliz quando o convite da Azzaro chegou. Foi também nesse projeto que eu pude me aprofundar mais nas fragrâncias, saber de notas e o que deixa um perfume mais amadeirado, por exemplo. E eu conquistei a Rafaela (sua esposa), não foi com esse rostinho bonito aqui não, né? Foi cheiro.

Com mais de 10 milhões de ouvintes mensais e seguidores no Instagram, como você tem se posicionado diante das milhares de possibilidades que se abrem a partir desse sucesso?
Eu sou grato por ver tanta gente se conectando com a minha música, mas tento sempre olhar para tudo com calma e com estratégia. Os projetos que eu abraço precisam fazer sentido com a minha personalidade, com a minha história e com o momento que eu estou vivendo. Por exemplo, por eu passear em tantos gêneros, já que o Brasil tem uma cultura tão diversa, acredito que a Azzaro também queira mostrar isso.
Diante das inúmeras oportunidades, como você faz para não perder a essência e a identidade do Nattan cearense que começou na música ainda na igreja?
A minha base é o que me mantém no chão. Minha família, meus amigos, minha equipe, meus fãs… Todo mundo me lembra sempre de onde eu vim. O Nattan que sobe no palco hoje é o mesmo menino cearense que sonhava em viver de música. O sucesso é maravilhoso, mas a essência é o que faz tudo continuar verdadeiro.
O que vem por aí em 2026?
2026 começou agora praticamente e tem muita coisa boa vindo aí. Estou trabalhando na divulgação da segunda parte do “Nattan In Vegas”, que apresentou uma versão musical minha mais madura, pude fazer a mistura de ritmos que tanto gosto com mais ousadia, trazendo o forró, samba com influências latinas e espanholas.
O forró vem crescendo e o mercado aponta isso, a música nordestina vem crescendo também e eu tenho muito orgulho disso. O maior privilégio da minha vida é levar minha música ainda mais longe. O meu maior sonho é invadir o mundo inteiro com a minha música e representar um pouco da minha cultura onde eu for.
Qual seria sua parceria dos sonhos?
Eu sou apaixonado por Djavan. O filho dele é muito meu amigo, eu tenho uma guitarra autografada por ele, que eu ganhei de aniversário da Rafaela. A música dele consegue impactar muito a minha vida. Eu escuto Djavan desde mais pequeno para tudo na minha vida. Ele possui um impacto mais do que musical na sociedade, é algo bem social que aquele cara faz com a música em si e com a vida. Então, eu queria sentar e conversar com ele, porque eu sou muito fã. Mas se um dia eu pudesse gravar uma música com ele, aí eu zerava a vida, não precisava mais fazer nada.