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Cortes de Carne Não Óbvios para Preparar um Churrasco Premium, Segundo Experts

No Dia Nacional do Churrasco, a Forbes conversou com as chefs Paula Labaki e Ju Lima para se diferenciar na churrasqueira

5 min

O churrasco é sagrado em território brasileiro. Desde as técnicas gaúchas, que já se tornaram patrimônio imaterial cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2024, até os mais inúmeros preparos nos quatro cantos do país, o que não falta é a oferta nacional de churrascos de qualidade.

Paralelamente a uma maior conscientização acerca do impacto ambiental do consumo de carne, uma pesquisa feita pela Kantar em 2025 aponta que cerca de 13,5% da população brasileira realiza um churrasco semanalmente. A presença desse preparo se mostra visível na cultura do país, conforme ressaltado pela chef e churrasqueira Paula Labaki, que atua como consultora das casas de carnes Fazenda Churrascada (São Paulo), Fuego Marambaia (Petrópolis) e Caminito Parrilha (Brasília).

DivulgaçãoChef Paula Labaki

“Nos últimos anos, eu tenho visto o consumo dessa cultura do churrasco aumentando muito. Hoje o cliente quer uma experiência completa com um ambiente bacana. O churrasco sempre foi um momento de contemplação, de reunir pessoas e de aconchego“, afirma.

Apesar de conhecidos e apreciados, o mundo do churrasco vai muito além da picanha e do ancho na parrilla. Por isso, para celebrar o Dia Nacional do Churrasco neste 24 de abril, e se aventurar em cortes fora do óbvio, a Forbes conversou com duas referências na área: Paula Labaki e a criadora de conteúdo e cozinheira Ju Lima, eleita uma das Forbes Top Creators 2026.

O guia definitivo: Quais cortes usar para se diferenciar na churrasqueira?

As chefs destacam cortes e preparos fora do circuito tradicional da churrascaria. A Forbes te mostra quais são a seguir:

  • Tomahawk de animais velhos: A peça de animais com seis anos ou mais trata-se de um corte de impacto, que virou uma tendência mundial, muito comum na Espanha e nos EUA. A carne passa por pelo Dry Aged por ao menos 30 dias. No Brasil, ainda é pouco falado e extremamente exclusivo com um sabor potente e textura mais firme.
  • T-bone: Para se diferenciar com este corte, a chef Ju Lima recomenda um preparo de maturação Wet Aged no mel por 7 dias. Daí o corte entrega duas texturas diferentes: do chorizo e do filé mignon. Depois de retirar o excesso de mel e levar para grelha, sirva no ponto mal passado com sal de parrilla. A partir da caramelização intensa (reação de Maillard) na grelha, o peça entrega um leve adocicado com um toque de amargor e uma crosta mais intensa e brilhante.
  • Chorizo Nelore: O corte deve suas características de coloração amarelada e sabor único à presença do betacaroteno na alimentação do boi Nelore. O sabor e a textura dessa carne é mais “raiz”, intenso e menos amanteigado que raças europeias.
  • Fraldinha Hereford: Com fibras longas e um marmoreio natural da raça, o corte deve ser fatiado contra as fibras para garantir maciez. Além disso, quando servida ao ponto para mal passada fica extremamente suculenta e entrega um dos sabores mais intensos de cortes do traseiro. A raça Hereford é historicamente criada no Sul do Brasil, com alimentação baseada nos pampas gaúchos, o que traz a sua característica única de sabor.
DivulgaçãoAlém dos cortes, os preparos também diferenciam um churrasco

Outras opções também destacados e que combinam com um bom preparo no parrilla são Entranha, Flat Iron Steak, Denver Steak, Mogerra, além de um corte suíno como a Prime Rib.

Foto: Victor AffaroChef Ju Lima é Top Creators 2026

Muito mais do que o corte em si

Mesmo sendo a estrela, os churrascos não se resumem aos cortes, mas envolvem uma série de camadas, como preparos, acompanhamentos e finalizações, que também podem trazer um novo frescor para cortes mais tradicionais. Labaki menciona algumas dessas dicas de preparo.

A primeira delas é a defumação. “Você pega, por exemplo, um ancho dá cerca de 20 minutos de fumaça e depois leva na parrilha. Fica sensacional e traz uma novidade ao corte”, explica.

Outra alternativa são as diversas opções de maturação, como o Dry Aged, Butter Aged ou Dry Hub. Cortes mencionados anteriormente por Ju Lima, como Tomahawk e o T-bone no mel, por exemplo, passaram por preparos de maturação, Dry Aged e Wet Aged.

Divulgação/Fazenda ChurrascadaPrime Rib Suíno

Os acompanhamentos de um churrasco fazem toda a diferença. Labaki enumera salada e vegetais como as escolhas sem erro. Porém, como uma grande defensora da carne como estrela da mesa, ela também destaca os molhos. “Tenho visto o crescimento dos molhos e a volta de clássicos como o mel e mostarda, poivre e demi-glace. Acredito que a carne com um belo molho e um acompanhamento, como os legumes, é a grande tendência“, conclui.

Além disso, para aqueles que não querem arriscar qualquer descontentamento no dia do churrasco, Ju Lima indica a Picanha Angus. “Ela tem muito marmoreio e uma capa de gordura expressiva que complementa o sabor e a suculência com perfeição. Entrega maciez, a carne desmancha na boca. Agrada todo mundo e dificilmente dá errado”, afirma.

Divulgação/Fazenda ChurrascadaFlat Iron Steak
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