A Gucci anunciou nesta quarta (27) que será a patrocinadora principal da equipe Alpine de Fórmula 1, em um movimento inédito dentro do esporte. Essa é a primeira vez que uma casa de luxo ocupa tal posição em uma equipe da categoria. A partir de 2027, o time vai correr sob o nome “Gucci Racing Alpine Formula One Team” e vestindo as cores da grife italiana.
Além do anúncio da parceria, a marca também apresentou a Gucci Racing: um novo negócio e plataforma “experimental construída em torno dos valores de performance, precisão, disciplina e excelência na intersecção entre luxo e esporte”, explicou o anúncio.

Em meio a uma tendência de queda global das marcas de luxo, o movimento da grife revela a estratégia de apostar em eventos exclusivos e se mostrar presente em universos high-end, como o mundo automobilístico da Fórmula 1. “F1 representa hoje uma convergência única de performance, cultura e alcance global, e a equipe Alpine é o parceiro certo para dar vida a essa visão”, explica Francesca Bellettini, presidente e CEO da Gucci.
O movimento não é isolado. Em 2025, o grupo LVMH assinou um contrato de patrocínio de 10 anos com a Fórmula 1, estimado em US$ 1 bilhão, que substituiu a então patrocinadora Rolex. A partir disso, as marcas TAG Heuer, Louis Vuitton e Moët & Chandon passaram a integrar momentos importantes da competição.
“F1 evoluiu muito além do esporte para se tornar uma das plataformas de conteúdo premium mais poderosas do mundo, alcançando mais de 1,5 bilhão de pessoas a cada temporada e inspirando um público cada vez mais jovem, feminino e em rápida expansão”, afirma Luca de Meo, CEO da Kering, grupo que controla marcas como Gucci, Yves Saint Laurent (YSL), Bottega Veneta e Balenciaga.