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Como Arrasar na Playlist da Sua Próxima House Party, Segundo a DJ Dani Vellocet

De Ibiza a Saint-Tropez, o lugar preferido da DJ é em casa, tocando para os amigos em uma festa. Aqui estão 10 músicas para agitar qualquer pista (ou sala de estar)

5 min

Mesmo após rodar o mundo com sets em Ibiza, Saint-Tropez e Punta del Este, Dani Vellocet afirma que seu lugar preferido para tocar continua sendo em casa, durante uma festa entre amigos.

Autora do disco “Amores” (2018) e ex-vocalista da banda Mecanika, sua trajetória a levou a construir uma identidade que nasce na junção particular entre rock e eletrônico, com um toque de clássicos dos anos 70 e 80. “Gosto de pegar uma música antiga e colocar uma nova roupagem, fazendo a antiga parecer mais nova”.

O contato com a música começou ainda na infância, inspirada pela mãe, também cantora. Na adolescência, foi vocalista de bandas no colégio, trajetória que seguiu na faculdade. E assim foi até o momento em que a rotina imprevisível da música falou mais alto, levando-a a trocar o curso de Publicidade e Propaganda pela carreira em tempo integral.

Foram 20 anos cantando em bandas, compondo, gravando discos e subindo nos palcos ao redor do Brasil — inclusive no Rock In Rio, após o lançamento de seu primeiro disco solo, quando decidiu que, para decolar, precisava de uma abordagem nova.

A faceta de DJ surgiu naturalmente, em uma época em que se sentia frustrada como cantora, e decidiu dar mais espaço ao prazer de tocar em festas. “Eu não era monogâmica nesse meu caso com a música; tinha esse flerte com a discotecagem. Todo mundo sempre acabava me chamando para tocar em festas particulares”, conta.

Mesmo assim, ela passou a se dedicar à música eletrônica sem nunca abandonar de fato a bagagem de música ao vivo. “Eu não conseguiria fazer um set sem vocal, sem alguma nuance de piano, sem um groove de baixo. O rock influencia totalmente o meu trabalho hoje.” Foi o próprio rock quem resgatou a cantora que havia nela: hoje lança músicas com os próprios vocais e faz inserções ao vivo durante o set.

Essa musicalidade virou trilha sonora em eventos privados e festas, e abriu portas para que levasse sua música mundo afora, por Saint-Tropez, Ibiza, Comporta, Paris, Positano e Punta del Este.

Dani carrega referências musicais contrastantes para qualquer parte do mundo. Quando tinha banda, ouvia New Order, Depeche Mode e o eletrônico dos anos 80, além das divas Donna Summer e Madonna; hoje, como DJ, curte Giorgio Moroder e Gui Boratto. O que ninguém imagina é que, em seu fone, também toca Fábio Júnior.

“Eu amo música para chorar, amo o Fábio Júnior. Tinha uma época em que eu andava muito de bicicleta e fiz uma playlist chamada Love Songs. Eram músicas antigas, tipo Debbie Gibson, Bonnie Tyler, Whitney Houston. Daqui a pouco eu estava gritando na bicicleta, as pessoas olhando, e para mim o mundo todo estava cantando aquilo. É o tipo de música para ficar no bar bebendo uísque e chorando alguma mágoa.”

Na hora de tocar, ela gosta de ler o público e costurar o ambiente, ao invés de se prender a um único estilo. Mesmo tendo rodado o mundo, um de seus lugares favoritos para tocar continua sendo uma festa com amigos em casa, principalmente naqueles momentos espontâneos em que o clima pede uma dança.

“Especial para mim é quando sinto conexão com a pista. Gosto de festas em que nem estava pensando em tocar, por exemplo, começamos a fazer um jantar com amigos e de repente pedem ‘coloca uma musiquinha’, eu pego minhas coisas, trago e nós fazemos uma festa. De repente viram horas de set livres, em que você sente que todo mundo se conectou sem obrigação. Isso me satisfaz demais, posso tocar a música sem compromisso.”

Nesses momentos de ápice, quando se conecta com a pista, ela sente que as coisas ficam em outro tempo: “não penso em mais nada, é um recorte. É algo que a música proporciona.”

Getty ImagesJovens em uma House Party

A playlist ideal para house party, segundo Dani Vellocet

House Parties são a verdadeira essência da DJ, “sua veia”, como gosta de dizer. O segredo está em misturar gêneros e épocas no momento certo, com foco nas emoções de cada instante.

Mas para isso, é preciso conhecer bem o público. “Observo quem está na pista e começo a jogar as cartas certas. É ler a pista e entregar o que as pessoas gostam, mas também surpreendê-las com algo novo. Amo quando toco uma música e uma pessoa olha para a outra e dançam juntas. Tem que contar uma história ou relembrar uma história.”

Para ela, a playlist ideal para uma House Party é exatamente essa mistura que consegue agradar a todos: clássicos que nunca saem de moda, remixados por ela mesma, ao lado de símbolos do rock e parcerias que carregam sua assinatura.

  • Don’t you want me – human league
  • I feel love – donna summer
  • Linger – Dani Vellocet / Clara Ribeiro
  • Fullgás – Marina Lima
  • A Fuego Lento – Dani Vellocet / Marina Diniz
  • Baile Inolvidable – bad bunny
  • I just can’t get enough – depeche mode
  • Abba – voulez-vous
  • Chega Mais – Rita Lee
  • One more time – Daft Punk
  • You make me feel – Sylvester
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