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Por Que Setembro É o Mês para Conhecer os Perfumes Mais Raros da Le Labo

Coleção Cidades Exclusivas reúne 19 fragrâncias normalmente encontradas apenas em seus locais de origem; neste ano, Pequim entra no mapa com Shiu 25

3 min

Durante 11 meses do ano, quem quiser comprar Gaiac 10 precisa estar em Tóquio. Vanille 44 exige uma passagem por Paris; Poivre 23, por Londres; e Musc 25, por Los Angeles. Em setembro, porém, a geografia particular da Le Labo muda: por apenas 30 dias, as fragrâncias da coleção Cidades Exclusivas deixam seus endereços de origem e passam a circular pelo mundo.

Fundada em Nova York em 2006, a Le Labo ganhou projeção primeiro entre a nata criativa e figuras cool da cidade, antes de se transformar em um fenômeno internacional da perfumaria de nicho. Boa parte dessa expansão tem nome: Santal 33. Lançada em 2011, a fragrância amadeirada tornou-se presença quase onipresente em bairros como SoHo e Williamsburg e acabou funcionando como um cartão de visitas da estética da marca para o resto do mundo. O perfume virou objeto de desejo, e ajudou a levar a Le Labo de fenômeno nova-iorquino a uma marca global.

A coleção Cidades Exclusivas preserva um pouco dessa relação entre perfume e endereço. O mês de setembro funciona como uma espécie de passaporte temporário para algumas das criações mais difíceis de encontrar da marca. São atualmente 19 fragrâncias, cada uma associada a uma cidade e, durante a maior parte do ano, disponível exclusivamente naquele destino. Não há sequer uma boutique da Le Labo que reúna permanentemente todas elas.

A exceção acontece entre 1º e 30 de setembro, quando os perfumes em seus frascos regulares ficam disponíveis globalmente no site da marca e em pontos de venda selecionados. Os tamanhos de descoberta e kits têm uma janela um pouco maior, entre 1º de agosto e 30 de setembro.

DivulgaçãoShiu 25, o perfume da Le Labo que representa Pequim

Em 2026, o mapa ganhou um novo endereço. Pequim é representada por Shiu 25, criação construída em torno do shiu, expressão mais serena da árvore Ho. A composição combina íris e olíbano com madeiras quentes e aposta em uma interpretação de calma, equilíbrio e pausa. No Brasil, custa R$ 1.700 na versão de 50 ml e R$ 2.365 na de 100 ml.

Shiu 25 se junta a uma coleção que funciona quase como um roteiro olfativo.

  • Tóquio Tem Gaiac 10;
  • Paris, Vanille 44;
  • Nova York, Tubereuse 40;
  • Londres, Poivre 23;
  • Los Angeles, Musc 25;
  • Cidade Do México, Coriandre 39;
  • Berlim, Cedrat 37;
  • Seul, Citron 28;
  • Miami, Tabac 28;
  • Hong Kong, Bigarade 18;
  • Amsterdã, Mousse De Chene 30;
  • Dallas, Aldehyde 44;
  • São Francisco, Limette 37;
  • Dubai, Cuir 28;
  • Moscou, Benjoin 19;
  • Chicago, Baie Rose 26;
  • Xangai, Myrrhe 55;
  • Quioto, Osmanthus 19.

A coleção cresce a cada ano com a incorporação de uma nova cidade. Curiosamente, ainda não existe uma fragrância dedicada ao Brasil. Por aqui, porém, setembro elimina temporariamente as fronteiras e as 19 criações podem ser encontradas nas boutiques da Le Labo no Shopping Iguatemi e na Mata Lab, ambas em São Paulo. A partir de outubro, cada perfume volta para casa.

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