Depois de décadas de trabalho suado, muitas pessoas só querem encontrar um lugar tranquilo e seguro para aproveitar a melhor parte da vida. Mas por onde começar? Para ajudar, o Global Retirement Report and Index de 2026 identifica os melhores destinos globais para se aposentar, com base em critérios importantes como qualidade de vida, mobilidade, cidadania, otimização tributária, custos e investimentos.
“O que os aposentados buscam é notavelmente consistente: segurança e estabilidade; tratamento favorável de pensões e rendimentos estrangeiros; um custo de entrada que possam arcar de forma realista; a possibilidade de trazer cônjuge, filhos e, às vezes, pais idosos; liberdade para viajar; e, para muitos, um caminho concreto para a residência permanente ou uma segunda cidadania. Um sentimento de pertencimento, e não apenas permissão para ficar”, explicou Patricia Casaburi, Diretora Executiva da Global Citizen Solutions em comunicado.
A América Latina se saiu surpreendentemente bem no ranking, com três países no Top 10. O Uruguai ocupa a primeira posição, sendo considerado referência máxima em limites de renda acessíveis, regimes tributários favoráveis, ampla inclusão familiar e caminhos claros para a cidadania.
O Brasil, por sua vez, aparece em 15º lugar. O critério de Índice de Cidadania e Mobilidade foi o melhor avaliado pelo ranking (98,5), enquanto o pior avaliado foi o de Otimização Tributária (63,3). Segundo o relatório, o País é mais indicado para quem valoriza a liberdade de viajar e busca uma segunda cidadania. Em compensação, a principal desvantagem é que o tratamento tributário da renda estrangeira e da aposentadoria é menos favorável.
Os melhores lugares para se aposentar em 2026, segundo a Global Citizen Solutions
#1. Uruguai (99,9)
População: 3.382.303 habitantes
Renda mínima exigida: US$ 1.700 por mês
Naturalização: Residência mínima de 3 anos para casais e 5 anos para solteiros.

No topo da lista está o Uruguai, na América Latina. O País construiu discretamente uma reputação de estabilidade política, segurança, assistência médica ótima e alta qualidade de vida, o que o torna especialmente atraente para quem quer desacelerar.
Destinos como Punta del Este e a capital, Montevidéu, continuam atraindo imigrantes em busca de uma relação diferente com a vida, com foco em bem-estar pessoal e estilo de vida litorâneo – com alguns dos resorts de praia mais luxuosos do continente. A herança colonial e a economia forte do Uruguai conferem quase um ar europeu ao local, aliado ao clima agradável e ao alto padrão de vida.
Uma vantagem é que a residência permanente é concedida diretamente, sem necessidade de passar por etapas anteriores. Este é um dos fatores que torna a previsibilidade oferecida pelo Uruguai muito atrativa, permitindo que residentes gastem menos energia lidando com incertezas e mais se concentrando no que realmente importa.
#2. Ilhas Maurício (99,8)
População: 1.264.662 habitantes
Renda mínima exigida: US$ 2 mil por mês
Naturalização: Residência mínima de 7 anos

Com suas praias deslumbrantes, águas cristalinas, assistência médica de alta qualidade e benefícios fiscais, não é de se admirar que Maurício seja um destino de aposentadoria cada vez mais procurado. Localizado na costa leste da África, no Oceano Índico, o País é quase inteiramente cercado por recifes de coral, o que o torna o destino ideal para quem busca contato com a natureza.
Segundo o relatório, o local é mais indicado para aposentados com orçamento limitado que buscam baixos custos de entrada e requisitos mínimos. A principal desvantagem, no entanto, é que as condições de vida no dia a dia são inferiores às dos principais destinos. Em termos de segurança, Maurício é considerado um dos países africanos mais pacíficos, com baixo índice de criminalidade.
Aqueles que procuram clima litorâneo, atividades ao ar livre (como golfe, vela, mergulho), senso de comunidade e culinária diversificada, acharão a cidade de Flic en Flac extremamente atraente. Para quem gosta de um estilo de vida mais cosmopolita, a cidade de Grand Baie oferece a atmosfera típica das cidades americanas.
#3. Espanha (99,6)
População: 47.864.158 habitantes
Renda mínima exigida: € 2.400 por mês
Naturalização: Residência mínima de 10 anos

Existem muitas razões para querer se aposentar na Espanha: suas cidades são destinos turísticos e suas praias são exuberantes e muito admiradas. Mas o país é atrativo não apenas pela sua beleza, mas pelo custo de vida, que é muito menor que o de outros países ocidentais.
Além disso, o lazer, cultura, vida noturna, clima e gastronomia também desempenham um papel importante. Em cidades como Valência, Málaga e Alicante, o custo de vida costuma ser menor do que nas principais áreas metropolitanas, impulsionado por despesas diárias menores e custos de saúde mais baixos.
Aqui, a Espanha ganha mais uma vantagem: também segundo a Global Citizens Solutions, a Espanha é o país mais desejável para comprar uma casa de férias, devido a sua alta taxa de valorização (12,5%), impulsionada por destinos como Maiorca e Ibiza.
#4. Costa Rica (99,5)
População: 5.182.011 habitantes
Renda mínima exigida: US$ 1 mil por mês
Naturalização: Residência mínima de 7 anos

A Costa Rica é famosa entre aposentados que buscam um ritmo de vida mais tranquilo, sem abrir mão das comodidades modernas. Aqui, a vida ao ar livre também desempenha um papel significativo no dia a dia, sendo ideal para quem busca se conectar com a natureza e prioriza experiências acima do consumo.
A filosofia “pura vida” do país enfatiza a simplicidade, a comunidade, a natureza e o bem-estar – marcado por baixa criminalidade e ótimo sistema de saúde pública. Para muitos aposentados, essa mentalidade é tão atraente quanto as praias e as florestas tropicais abundantes.
Entre os destinos mais atraentes, destacam-se a capital San José, o planalto do Vale Central (cercado por montanhas) e a cidade de Santa Cruz, banhada pelo Oceano Pacífico .
#5. Portugal (99,3)
População: 10.394.963 habitantes
Renda mínima exigida: € 920 por mês
Naturalização: Residência mínima de 10 anos

Com frequência Portugal aparece nas listas de países mais populares para aposentados. A razão? Ele oferece tudo o que essas pessoas podem desejar: clima ameno e ensolarado, comunidade acolhedora, fácil acesso à Europa, inúmeras oportunidades de turismo e segurança.
Embora o custo de vida no país tenha aumentado nos últimos anos, muitos consideram Portugal uma opção com excelente custo-benefício em comparação com outros destinos da Europa Ocidental. Isso se dá principalmente devido ao seu sistema de saúde de ótima qualidade e infraestrutura e primeiro mundo.
Cidades como Lisboa, Porto e Coimbra se tornam mais atrativas por oferecer um equilíbrio entre infraestrutura moderna e simplicidade cotidiana, com cafés ao ar livre, praças públicas, vida centrada no bairro e ritmo mais tranquilo.
#6. Paraguai (98,2)
População: 7.119.847 habitantes
Renda mínima exigida: US$ 1.200 por mês
Naturalização: Residência mínima de 3 anos

Também na América Latina, o Paraguai vem atraindo os olhares do mundo nos últimos anos. Sua capital, Assunção, está passando por uma grande revitalização, com chefs promissores, novos parques e bairros agradáveis, infraestrutura sustentável e uma infinidade de atrações culturais para visitar.
O País, apesar de não poder oferecer muito para os apaixonados por praias, oferece um dos assentamentos mais antigos da América do Sul, com ruínas coloniais, museus e cidades em constante transformação.
A boa notícia é que, neste ano, o Paraguai lançou um programa de Visto Gold, que oferece residência permanente direta no país.
#7. Letônia (98)
População: 1.830.835 habitantes
Renda mínima exigida: € 1.101 por mês
Naturalização: Residência mínima de 10 anos

Com litoral no Mar Báltico e rica história medieval, a Letônia pode ser especialmente atrativa para quem busca baixo custo de vida associado a um charme tranquilo.
Com 500 km de praias e dunas, além de lagos e bosques em abundância, o país pode ser um paraíso para quem quer se conectar com a natureza. Ao mesmo tempo, oferece um toque cosmopolita discreto na capital, Riga, que foge do luxo mas tem muita personalidade, com bares, restaurantes, mercados, atividades ao ar livre e festivais.
Vale ressaltar que, para quem prioriza o menor custo de vida possível, cidades pequenas como Kuldiga (Patrimônio Mundial da UNESCO) e Ceis (conhecida por seu castelo medieval) são mais adequadas.
#8. Andorra (97,8)
População: 84.121 habitantes
Renda mínima exigida: maior que 300% do salário mínimo andorrano
Naturalização: Residência mínima de 20 anos

Entre a Espanha e a França, este pequeno país pode muitas vezes passar despercebido, mas não deveria. Com vistas deslumbrantes para as montanhas e pistas de esqui mundialmente famosas, Andorra oferece inúmeras maneiras de aproveitar o ar livre em todas as estações do ano.
Segundo o relatório, o País é mais adequado para aposentados que priorizam segurança e o meio ambiente. A qualidade de vida é alta, com ruas limpas, baixa criminalidade, sistema de saúde moderno e ritmo de vida tranquilo. A principal desvantagem, no entanto, é que os custos iniciais e os requisitos financeiros são relativamente altos.
A capital, Andorra la Vella é a escolha óbvia para quem busca um ambiente urbano mais animado, com centros comerciais e espaços culturais. Para entusiastas de atividades ao ar livre, vale recorrer a La Massana, com vales extensos e trilhas nas montanhas. Se a busca for por paisagens deslumbrantes e pitorescas, Ordino é a solução, com construções antigas, vilas tradicionais e ruas de paralelepípedo.
#9. Itália (97,2)
População: 58.900.447 habitanhtes
Renda mínima exigida: € 2.583 por mês
Naturalização: Residência mínima de 10 anos

O fascínio pela Itália vai muito além do turismo e da história que ela carrega – e que história, com 60 patrimônios mundiais da UNESCO. Este pequeno país é um paraíso para amantes de gastronomia, moda e natureza, com muitas opções de lazer ao ar livre, litorais paradisíacos e até montanhas para esquiar.
E ele também abraça diferentes estilos de vida, desde a cidade cosmopolita (com Roma e Milão no radar) até a vida bucólica no campo (com Toscana). No que se trata de custo de vida, pode ser surpreendentemente baixo fora das grandes cidades, com sistema de saúde público disponível e clima ameno ideal.
As áreas mais buscadas por aposentados incluem a cidade de Bolonha, Florença, Le Marche e a região da Lombardia, no norte. Programas ligados à revitalização de vilarejos menores atraem estrangeiros em busca de um ritmo de vida mais tranquila e conexões comunitárias mais fortes.
#10. Grécia (95,9)
População: 9.803.747 habitantes
Renda mínima exigida: € 3.500 por mês
Naturalização: Residência mínima de 7 anos

A Grécia é a joia cultural ancestral do Mediterrâneo. Com suas 6 mil ilhas, o País oferece para os aposentados um ambiente culturalmente rico e diverso, com opção de enfrentar uma vida mais cosmopolita nas capitais, uma mais calma no litoral ou uma mais idílica nos centros históricos.
Aqui, o custo de vida é considerado baixo (especialmente fora de Atenas), com um sistema de saúde bom e acessível e taxa de criminalidade relativamente baixa. Entre os destinos mais populares estão a capital Atenas, a ilha de Corfu, a cidade de Kalamata, e o centro cultural de Tessalônica, no Mar Egeu.