O drama e a genialidade musical que transformaram o Fleetwood Mac em uma das maiores bandas de rock do mundo chegam às telas em 29 de janeiro de 2027, na Apple TV, com o documentário Fleetwood Mac: The Chain. A produção é dirigida por Frank Marshall, cineasta indicado cinco vezes ao Oscar.
A estreia celebra os 50 anos de Rumours, maior sucesso da banda e vencedor do Grammy. O título faz referência à canção “The Chain”, que virou símbolo da dinâmica entre os cinco integrantes, atravessada por romances, desentendimentos, abuso de drogas e mudanças de formação.
Roteirizado por Mark Monroe, a produção reúne novamente os integrantes Stevie Nicks, Mick Fleetwood, John McVie e Lindsey Buckingham, que contam a história sob o próprio olhar. O filme traz ainda filmagens inéditas, bastidores de turnês e entrevistas exclusivas, além de uma homenagem à tecladista Christine McVie (1943-2022).
Uma trajetória de sucesso
O Fleetwood Mac, na formação que conhecemos, nasceu de um encontro em 1974. Mas sua história começou alguns anos antes, no fim da década de 1960, com Peter Green. O então líder da banda sucumbiu ao uso de LSD e deixou o grupo ao ser diagnosticado com esquizofrenia.
Foi então que a banda passou a ser liderada por Mick Fleetwood e John McVie, que começaram a recrutar novos membros – o que levou a uma reforma de sonoridade, agora muito mais suave. A virada mais marcante aconteceu com a chegada da dupla Stevie Nicks e Lindsey Buckingham, que trouxe uma pitada de folk rock para o som. Logo, a banda ganhou as rádios dos Estados Unidos e do mundo, vendendo milhões de discos na década de 1970.

Foi em 1977 que o Fleetwood Mac lançou o álbum Rumours, que transformou em letra os conflitos amorosos e profissionais do grupo. Formada por dois casais – John McVie e Christine McVie, e Stevie Nicks e Lindsey Buckingham -, a banda enfrentou vários períodos turbulentos, com o fim do relacionamento do último casal (que rendeu dois hits atemporais: “Silver Springs” e “Dreams”) e o divórcio entre os McVie. Foi o baterista, Mick Fleetwood, que fez o papel de mediador da banda para que não sucumbisse aos conflitos.
Mesmo assim, seguiram a carreira, lançando discos como Tusk, Mirage e Tango in the Night. O fim da banda se deu em 1995, após anos de desgaste entre os membros e a troca de alguns deles.
O(s) retorno(s)
Falar de um único retorno quando se trata de Fleetwood Mac é no mínimo complicado. Se analisarmos a linha do tempo, os hiatos e trocas de membros da banda foram tantos que fica difícil bater o martelo em uma data única.
Nos últimos 30 anos, o grupo teve um único hiato real, entre 1995 e 1996, com a saída de Christine McVie. Desde então, passou por várias idas e vindas, reuniões especiais, turnês e troca de membros. Em 2018, Buckingham foi expulso da formação devido a uma série de conflitos, chegando a processar os ex-companheiros.
As atividades da banda foram encerradas oficialmente após a morte de Christine McVie em novembro de 2022, causada por um AVC e câncer metastático.

Alcançando novas gerações
Apesar de a banda ser considerada atemporal, alcançando diversas gerações desde seu lançamento, o Fleetwood Mac ganhou nova tração entre a Geração Z com o sucesso de “Silver Springs”. Uma apresentação ao vivo da banda em 1997 ressoou nas redes sociais entre fãs, que apontavam para a tensão entre Stevie Nicks e Lindsey Buckingham no palco.
Outro fator que impulsionou a banda foi uma onda de nostalgia, emplacada pelo lançamento do livro Daisy Jones & The Six, de Taylor Jenkins Reid, que se inspira na trajetória da banda para criar o próprio drama. A obra ganhou uma adaptação para as telas no Prime Video, em 2023, levando muitos fãs da autora a conhecerem a banda na qual se inspirou.
Agora, ganha nova dimensão com o documentário produzido pela Apple Original Films, que promete reunir três gerações de fãs no sofá.