A Aston Martin não está mudando a fórmula do Valhalla para o Spider. Em vez disso, a empresa se concentrou em remover o teto enquanto mantém intactos o desempenho e o caráter do coupé. O resultado é uma versão aberta do supercarro híbrido que promete todo o barulho, a velocidade e o espetáculo da versão fechada, com bem mais céu acima.
Apenas 249 unidades serão produzidas, e a Aston Martin faz uma afirmação ousada desde o início. A empresa diz que o Spider é o carro de produção aberto mais rápido que já fabricou, capaz de atingir sua velocidade máxima limitada eletronicamente de 350 km/h mesmo com o teto removido.
Ao contrário de muitos conversíveis, o Valhalla Spider foi projetado com a ideia de que os proprietários alternarão regularmente entre dirigir com e sem o teto.
De série, o carro vem equipado com um teto removível de tecido preto, que pode ser guardado quando não estiver em uso. Com a capota flexível instalada, a Aston Martin afirma que o Spider ainda consegue atingir 200 km/h. Os compradores também podem optar por um teto rígido de fibra de carbono, que permite acessar a velocidade máxima total de 350 km/h quando instalado.
Nos Estados Unidos, porém, o teto rígido de fibra de carbono é incluído como equipamento de série. Uma capa para chuva também é fornecida para uso quando o carro estiver estacionado ao ar livre.
Para ajudar a manter os ocupantes confortáveis em alta velocidade, a Aston Martin desenvolveu um defletor de vento específico que se encaixa no lugar depois que o painel do teto é removido. A empresa afirma que o sistema gerencia o fluxo de ar sobre a cabine, ao mesmo tempo em que garante que ar suficiente para refrigeração ainda chegue à entrada do motor.
A própria tomada de ar foi redesenhada para o Spider, ficando 35 mm mais alta do que a do Coupé. Os sistemas de aerodinâmica ativa e controle de estabilidade também foram recalibrados para levar em conta tanto as configurações com teto quanto sem teto.
Conjunto híbrido familiar
O Valhalla Spider mantém o mesmo conjunto híbrido plug-in do coupé: um V8 biturbo de 4,0 litros com virabrequim plano, produzindo 817 cv, com três motores elétricos elevando a potência combinada para 1.064 cv e 1.100 Nm de torque.
Dois motores elétricos ficam no eixo dianteiro, fornecendo vetorização de torque e respostas mais rápidas nas entradas de curva, enquanto um terceiro está integrado ao câmbio de dupla embreagem e oito marchas para dar suporte ao motor.
Como antes, não há ligação mecânica entre os eixos dianteiro e traseiro. Em vez disso, a entrega de potência é gerenciada eletronicamente, com o sistema Integrated Vehicle Dynamics Control da Aston Martin equilibrando as demandas do conjunto motriz.
Aerodinâmica continua sendo prioridade
Em vez de redesenhar o carro do zero, os engenheiros se concentraram em refinar o pacote existente para entregar praticamente a mesma experiência do coupé. Grande parte desse trabalho aconteceu nos bastidores.
Mudanças na configuração aerodinâmica e no software do veículo levam em conta os diferentes padrões de fluxo de ar criados ao dirigir sem teto, ao mesmo tempo em que preservam o equilíbrio e a previsibilidade esperados de um carro capaz de uso tanto em estrada quanto em circuito.
A Aston Martin afirma que o Spider ainda consegue gerar mais de 600 kg de downforce quando equipado com seu teto, sugerindo que pouco foi perdido na transição de carro fechado para aberto.
Como resultado, a diferença entre Coupé e Spider é menor do que muitos compradores poderiam esperar, com o trabalho de engenharia concentrado mais em otimização do que em reinvenção.
Influência da Fórmula 1 continua
Assim como no coupé, o desenvolvimento do Spider envolveu a Aston Martin Performance Technologies, braço de consultoria de engenharia da equipe Aston Martin Aramco de Fórmula 1.
Uma estrutura específica de fibra de carbono, projetada com técnicas derivadas da Fórmula 1, serve de base para o carro. A célula de passageiros combina processos de moldagem por transferência de resina e fabricação em autoclave para criar o que a Aston Martin descreve como uma estrutura excepcionalmente rígida e leve.
O Spider também mantém as dramáticas portas diédricas (abre para cima) de fibra de carbono do coupé, embora agora utilizem mecanismos de operação mais suaves e tenham desenho sem moldura. A Aston Martin afirma que as mudanças facilitam a entrada e a saída, especialmente com o teto instalado.
Novo banco Touring de série
Uma mudança notável na cabine é a introdução de um novo banco Touring de fibra de carbono, agora de série no Spider.
A Aston Martin afirma que o novo banco melhora o conforto e facilita entrar e sair do carro. Compradores que planejam passar mais tempo em pista podem optar por manter o banco de fibra de carbono mais envolvente do Coupé sem custo adicional.
O Valhalla Spider teve estreia pública no Concours at Wynn Las Vegas no último fim de semana. A produção será limitada a 249 carros em todo o mundo, com as primeiras entregas aos clientes previstas para começar no terceiro trimestre de 2027.
*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com
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